Imprensa Nacional comemora 200 anos

Brasília - A Imprensa Nacional comemorou nesta terça, 13 de maio, 200 anos de criação. Idealizada pelo príncipe regente dom João VI, transformou-se em ferramenta de trabalho indispensável para o governo da época, que publicava informações administrativas, dava notícia das ações, nomeações e atos do Império.

A Imprensa Nacional nasceu por decreto do príncipe regente dom João, em 13 de maio de 1808, com o nome de Impressão Régia. No decorrer dos anos, recebeu novos nomes: Real Officina Typographica, Tipographia Nacional, Tipographia Imperial, lmprensa Nacional, Departamento de Imprensa Nacional.

Nesta terça, foi realizada a abertura oficial da semana comemorativa da data, que inclui a realização de palestras e o lançamento de livros sobre os 200 anos da chegada da Família Real portuguesa ao Brasil e de uma edição fac-símile da primeira edição, de 1881, do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

Após a cerimônia de abertura da semana comemorativa foi realizada a conferência Imprensa Nacional: independência intelectual do Brasil, ministrada pelo professor emérito da Universidade de Brasília e da Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha, Vamireh Chacon.

O editor Victor Alegria, da Thesaurus Editora, relançou o livro Conde de Linhares, publicado originalmente em 1908, pelo Conde de Funchal,  e fez o pré-lançamento da primeira edição fac-símile de Memórias Póstumas de Brás Cubas.

A autora do livro Carlota Joaquina – Cartas Inéditas, Francisca Azevedo, também esteve presente à abertura oficial.

As comemorações dos 200 anos da Imprensa Nacional vão desde o lançamento de livros e selo comemorativo dos Correios até conferências, inauguração de uma praça com o busto de Dom João VI, ato ecumênico, extração da Loteria Federal e sessões solenes da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e da Câmara Distrital do Distrito Federal.

Com informações da Agência Brasil

Estação Pinacoteca inaugura exposição sobre a ditadura no Brasil

São Paulo - A partir desta quinta-feira, 1º de maio, a Estação Pinacoteca abriga a exposição Direito à Memória e à Verdade – A Ditadura no Brasil: 1964-1985.

A exposição é composta por 110 fotografias publicadas na imprensa e faz com que os visitantes lembrem ou conheçam o período histórico entre o golpe militar de 1964 e a retomada da democracia, em 1985.

Os tanques na frente do Congresso Nacional, as passeatas estudantis, o envolvimento de artistas e músicos da época no movimento de resistência, as prisões e mortes a que foram submetidos os opositores do regime poderão ser vistas em painéis de 1m80, conduzidos por um texto que reconta cronologicamente a história destes tempos.

Fatos marcantes como a morte de Carlos Mariguela, a troca de presos políticos pelo embaixador americano, a praça do Congresso Nacional tomada por tanques de guerra, as prisões no congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) em Ibiúna (SP), a batalha da rua Maria Antônia, o culto ecumênico realizado na catedral da Sé pela morte de Herzog e o comício pelas Diretas Já, em São Paulo, poderão ser relembrados a partir das fotos.

Até 2010, a exposição passará por Goiânia (GO), Salvador (BA), Campinas (SP), Campo Grande (MS), João Pessoa (PB), São Luís (MA) e Rio Branco (AC).

Também a partir de hoje, o espaço onde funcionavam as celas do antigo Dops muda de nome e passa a se chamar Memorial da Resistência.

Serviço
Exposição fotográfica “Direito à memória e à verdade – a Ditadura no Brasil: 1964-1985
Local: Memorial da Resistência – Estação Pinacoteca
Largo General Osório, 66 – Luz
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 17h30
Entrada franca