Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no Rio, será reformada

Rio de Janeiro – O edifício da Igreja da Imperial Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos será reformada. Segundo informações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a reforma é orçada em R$ 100 mil e as obras devem começar em dois meses.

Na semana passada, o Instituto Cultural D. Isabel I, que administra o monumento, enviou carta aos ministros Gilberto Gil, da Cultura, e Edson Santos, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, denunciando a má situação em que ele se encontra. Na carta, o instituto diz que a igreja foi penhorada por ordem do Tribunal de Justiça do estado, para quitar uma dívida de mais R$ 10 milhões.

De acordo com o documento, o Museu do Negro, que funciona no sobrado da igreja, vive em situação precária e atualmente não tem museólogo responsável. Lá estão os dois únicos estandartes abolicionistas que restaram dos anos 1880. Conforme registra o historiador Eduardo Silva, estudioso e defensor da memória abolicionista na Academia de História e Ciências Sociais do Brasil, a Igreja do Rosário era o quartel-general do abolicionismo.

Segundo o Iphan, o prédio tem sérios problemas, como uma infiltração no telhado, que pode danificar sua estrutura. Os R$ 100 mil foram solicitados no fim do ano passado.

Informações da Agência Brasil

Todas as colunas de Castelinho

A partir deste domingo, está oficialmente on line o site do escritor e jornalista Carlos Castello Branco. Além de biografia, fotos, áudios e cartas, ele apresenta todas as 7.849 colunas escritas por Castello Branco no Jornal do Brasil, de 1962 a 1993 . A data de lançamento coincide com o aniversário de 15 anos da morte do jornalista.

Carlos Castello Branco, o Castelinho, nasceu em Teresina, Piauí, em 25 de junho de 1920. Em 1937 foi para Minas Gerais cursar Direito em Belo Horizonte. Dois anos depois, começou a trabalhar no jornal Estado de Minas. Em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro, então Capital Federal, e começou a trabalhar em O Jornal, dos Diários Associados, onde permaneceu até 1950. Dali foi para ser chefe de reportagem política do Diário Carioca, no qual publicou durante alguns anos a coluna assinada Diário de um Repórter. Em 1953, assumiu a editoria da Tribuna da Imprensa e depois ingressou na revista O Cruzeiro como cronista político.

A Coluna do Castello, no Jornal do Brasil, foi publicada pela primeira vez em 3 de janeiro de 1963. Em 3 de janeiro de 1993, completou 30 anos de existência. Sua última coluna foi publicada no dia 20 de maio. Castello faleceu no dia 1º de junho, no Rio de Janeiro. Seu corpo foi velado na Academia Brasileira de Letras, da qual era membro desde 1983, e sepultado no Mausoléu da ABL no cemitério São João Batista.

Site do Castello
www.carloscastellobranco.com.br