“Quem tem medo de Música Clássica?” completa dois anos

Para comemorar os dois anos do projeto “Quem Tem Medo De Música Clássica?”, criado pela regente Muriel Waldman, a orquestra de cordas Laetare lança o Amigos da Orquestra, iniciativa que visa captar recursos para a continuidade das apresentações do projeto, que leva música clássica para escolas públicas.

Dividido em cinco categorias – nas quais a colaboração varia de R$ 20 a acima de R$ 500 mensais – o Amigos da Orquestra dá aos associados o acesso a palestras explicativas antes dos concertos, lugares reservados nas apresentações, DVDs do concertos e aulas gratuitas, entre outros benefícios.

Para saber mais sobre os projetos, acesse o site da Orquestra Laetare.

Informações da Folha Online

Peça recria últimos momentos de Jean Charles

Estreia nesta terça, 21, em Londres, a peça teatral Stockwell, um relato clínico dos eventos ocorridos no dia 22 de julho de 2005, quando uma combinação de erros operacionais e de julgamento pela polícia levaram à morte do brasileiro Jean Charles de Menezes.

A peça, escrita por Kieron Barry, foi baseada em transcrições do inquérito sobre a morte de Jean Charles realizado no ano passado.

Stockwell está em cartaz no Landor Theatre, no sudoeste de Londres, até o dia 8 de agosto.

Informações da BBC News

Exposição 100 anos de Carmem Miranda

Rio de Janeiro – A mostra É com esses balangandãs que eu vou: 100 anos de Carmen Miranda na Biblioteca Nacional reúne fotos, partituras, livros e periódicos sobre a vida da artista, ícone da cultura popular brasileira. São 45 peças que ficarão em exposição, até 22 de agosto, em dois locais no Rio de Janeiro: no prédio da Fundação Biblioteca Nacional (Av. Rio Branco, 219); e na Divisão de Música e Arquivo Sonoro da FBN (Palácio Capanema – Rua da Imprensa 16, 3º andar).

Também conhecida como a Pequena Notável, Carmen Miranda nasceu em 9 de fevereiro de 1909. Interpretou mais de trezentas músicas e atuou em diversos filmes nacionais e estrangeiros.

Informações do MinC

Teatro do Oprimido debate metas para o futuro

Representantes de países dos cinco continentes e de 16 estados brasileiros participam até domingo, 26, da Conferência Internacional de Teatro do Oprimido, no Rio de Janeiro. Criado pelo dramaturgo brasileiro Augusto Boal, em 1986, esse método visa democratizar a produção teatral, facilitando o acesso das camadas mais pobres à arte e aproximando o ator do espectador.

Segundo a coordenadora do Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro, Helen Sarapecki, o objetivo do encontro é reunir pessoas que trabalham com essa dramaturgia em diversas partes do mundo, em culturas completamente distintas, para trocar ideias e fazer parcerias.

Até quinta, 23, qualquer interessado poderá participar da conferência, que, de sexta,24, a domingo, 26, será fechada ao público. Nesses dias, 80 adeptos da metodologia do Teatro do Oprimido vão debater propostas que serão levadas a um evento internacional marcado para julho do ano que vem, em Belém, como parte do do Congresso Mundial da Associação Internacional de Drama/Teatro e Educação.

Durante a conferência, haverá espetáculos teatrais abertos ao público todas as noites, no Teatro de Arena do Conjunto Caixa Cultural do Rio de Janeiro.

Mais informações: www.ctorio.org.br

Informações da Agência Brasil

Mauricio de Sousa – 50 anos

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Mauricio de Sousa iniciou sua carreira de desenhista, roteirista e criador de histórias em quadrinhos em 1959. Sua primeira tira foi publicada no jornal Folha da Manhã (hoje Folha de S. Paulo) e mostrava um cãozinho e seu dono, que depois se chamariam Bidu e  Franjinha.

Nessas cinco décadas, suas criações chegaram saíram dos gibis e chegaram ao público no cinema, televisão, jogos eletrônicos e Internet. Esse império já produziu 1 bilhão de revistas vendidas em 126 países, além de cerca de 3 mil produtos licenciados.

Aos 73 anos de idade, pai de dez filhos, sintonizados com as novas mídias, viciado em Twitter, Mauricio terá seus 50 anos de carreira comemorados a partir de hoje com diversos eventos. Um deles será a publicação do livro MSP 50 – Mauricio de Sousa Por 50 Artistas Brasileiros. Ele também ganha, a partir de deste sábado, 18, uma exposição no MuBE (Museu Brasileiro de Escultura), em São Paulo. Ela será aberta ao público somente no domingo, 19.

O Ministério da Cultura homenageará com o título de Embaixadora da Cultura do Brasil a personagem Mônica, a mais conhecida personagem do desenhista. O anúncio da titulação será feito pelo presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Sérgio Mamberti, hoje, durante a abertura da exposição Mauricio 50 Anos, às 19h, no MuBE.

Em dezembro do ano passado, a Mauricio de Sousa Produções doou mais de três milhões de exemplares de gibis ao Ministério da Cultura para serem distribuídos nas bibliotecas municipais do Brasil, nos Pontos de Leitura e Pontinhos de Cultura. Do montante, 300 mil exemplares são destinados ao Programa Arca das Letras do Ministério do Desenvolvimento Agrário, uma ação conjunta entre as duas pastas voltada para o incentivo à leitura. Na próxima semana, o MDA deverá receber as revistinhas e iniciar a distribuição às mais de 6,2 mil bibliotecas rurais implantadas no país. O restante dos gibis doados pelo cartunista será distribuído até o final deste ano a bibliotecas públicas, aos 514 Pontos de Leitura e 205 Pontinhos de Cultura/Espaço de Brincar, apoiados no país.

Também neste sábado, o jornal carioca O Globo faz homenagem ao desenhista ao lançar com seu nome uma série de perfis de autores brasileiros de histórias em quadrinhos.

Em agosto, Mauricio lança o projeto Máquina de Quadrinhos. Os fãs poderão entrar em um site e criar suas próprias histórias. As melhores irão entrar em um futuro gibi especial.

Informações do MinC, Vírgula e Blog dos Quadrinhos

Retrato de Meu Pai

A tela Retrato de Meu Pai, do pintor Jorge Mori, integra o acervo da Galeria Brasileira de Arte Moderna e Contemporânea do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), desde o final do mês de junho. A obra é um óleo sobre tela, de 1946, doado ao museu pelo artista plástico paulista, filho de imigrantes japoneses e um dos mais importantes autores nacionais da pintura moderna.

É um de seus trabalhos mais conhecido e foi pintado quando ele tinha apenas 14 anos. O quadro integrou a mostra Foujita, Kaminagai e o jovem Mori, realizada no Centro Cultural do Banco do Brasil, em São Paulo, em 2008, em homenagem ao centenário da imigração japonesa. É a primeira obra do artista a fazer parte do acervo do MNBA.

Nascido em São Paulo em 20 de outubro de 1932, Jorge Mori começou seu aprendizado muito cedo. Aos nove anos já estudava pintura com Yoshiya Takaoka, renomado pintor nipo-brasileiro. Aos 13 anos participou do Salão dos Recusados do 11º Salão Paulista de Belas Artes e com 15 anos realizou sua primeira mostra individual, na Galeria Itá, em São Paulo. Sua obra é classificada como realista, um passeio por paisagens retratadas com grande precisão, contendo naturezas mortas severas e despojadas. Após ter recebido medalha de bronze pela participação no Salão Nacional de Belas Artes, em 1949, partiu para a França, onde viveu e estudou por 26 anos. Regressou definitivamente ao Brasil em 1979.

Informações do MinC

Manifesto por um Brasil Literário

O Manifesto por um Brasil Literário, lançado durante a sétima edição da Festa Literária Internacional de Paraty, encontra-se há pouco mais de duas semanas circulando pela Internet e já conta com 227 assinaturas de apoio. O escritor Bartolomeu Campos de Queirós leu o documento durante evento com a participação de centenas de pessoas na Casa da Cultura de Paraty.

O diretor de Livro, Leitura e Literatura da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Fabiano Santos, assinou o manifesto durante sua participação na FLIP 2009. Na ocasião, ele afirmou que “o envolvimento da sociedade civil na promoção e incentivo a leitura de livros de literatura e a produção literária é essencial para a construção de uma sociedade leitora. Este manifesto é um importante passo nesta direção”.

Iniciativa de um grupo de instituições, de profissionais e de personalidades envolvidas com a leitura e a literatura no país, o documento pretende ampliar o debate em torno da importância da leitura de livros de literatura, acolher propostas e engajar o maior número de pessoas em torno desta causa. Para os idealizadores é o primeiro passo para a criação de um Movimento por um Brasil Literário.

Saiba mais sobre a iniciativa e conheça o manifesto em www.brasilliterario.org.br.

Informações do MinC