
Na manhã de 24 de agosto quando, com o licenciamento de Vargas da Presidência da República, pelo prazo de noventa dias, parecida superada a gravíssima crise político-militar que ameaçara a segurança e a paz pública, eis que o País é sacudido e abalado com a notícia do suicídio do Presidente. Aproximadamente cerca de quatro horas após a reunião ministerial que assentara a fórmula do licenciamento, o Presidente da República renuncia, não ao posto, mas à vida, com um certeiro tiro no coração. Esta é a primeira vez na História do Brasil em que um Chefe de Governo encerra assim, dramaticamente, a vida. Fim trágico de um estadista. Vê-se na foto que o Presidente, embora de fisionomia abatido, conservava a tranquilidade que sempre o caracterizou. O rosário foi depositado sobre seu corpo pelo Ministro Apolônio Sales, que é católico praticante. O Presidente Vargas não tinha crença, mas afirmou ao Cardeal Dom Jaime Câmara que pautava sua vida dentro dos princípios cristãos.
Desta forma foi aberta a matéria A morte de Vargas, na edição de 4 de setembro de 1954 da revista O Cruzeiro. Na sequência, com texto de Arlindo Silva e fotos de Mário de Morais, Indalécio Wanderley, Antônio Rudge, Keffel Filho, Badaró Braga, Jorge Audi, João Martins e José Medeiros, a revista fazia a cobertura das homenagens do povo a Getúlio Vargas.
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São Paulo – Será lançado hoje, 19 de agosto, às 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, o livro Palco Paulistano, que traz fotos de espetáculos teatrais registrados por Vania Toledo.
Natal – Será aberta nesta quarta, 19, na Galeria Newton Navarro, na Capitania da Artes, a II Mostra Fotográfica – Grande Angular, em comemoração ao dia internacional da fotografia. Até 30 de agosto, serão mostradas três exposições: os trabalhos das turmas concluintes do curso de fotografia digital, Sobreposições do fotógrafo Eduardo Queiroga, além da exposição individual de Max Pereira, Se acabó lo Mejor.
O programa De Lá Pra Cá desta segunda, 17, conta a história de O Pasquim, tablóide semanal que se destacou por se opor à ditadura no país. O jornal foi lançado em em junho de 1969, pouco depois do Ato Institucional n° 5 entrar em vigor, e circulou durante os piores anos vividos pela imprensa brasileira.
O Observatório da Imprensa desta terça, 11, é um especial sobre os 100 anos da morte do escritor Euclides da Cunha.
Natal – Acontece até o próximo sábado, 15, o Festival Agosto de Teatro, que reúne 20 grupos potiguares mais uma companhia convidada, a mineira Luna Lunera.