Obra póstuma de Sílvio Barbato é lançada nesta terça

Será lançada nesta terça-feira, 9 de fevereiro, às 12h30, em Brasília, a publicação Valores da Música, obra póstuma de autoria do maestro Sílvio Barbato. A cerimônia contará com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e será realizada no Salão de Eventos da Confederação Nacional da Indústria (SBN Quadra 1, Bloco C, Ed. Roberto Simonsen).

A iniciativa do Serviço Social da Indústria (Sesi) reúne um conjunto de cadernos técnicos desenvolvidos pelo regente e compositor brasileiro para atender ao disposto na Lei nº 11.769/2008, que tornou obrigatório o ensino da música nas escolas públicas do país.

O material didático, composto de livro e de vídeos, será disponibilizado gratuitamente, por meio digital e impresso. Em uma linguagem fácil, é contada a história da música, listados os principais instrumentos musicais, explicado como proceder à leitura de partituras e outras lições.

O maestro Sílvio Barbato figurava entre os passageiros do voo 447 da Air France que, em maio do ano passado, se acidentou durante o trajeto Rio-Paris. Dentre suas funções de destaque, foi regente das Orquestras Sinfônicas do Teatro Nacional de Brasília e do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Informações da Assessoria de Imprensa do Sesi/CNI
e Comunicação Social/MinC

Morre o cantor Pena Branca

São Paulo – O cantor sertanejo José Ramiro Sobrinho, conhecido como Pena Branca, morreu aos 70 anos no início da noite da segunda-feira, 8 de fevereiro. Ele passou mal em casa, no bairro do Jaçanã, zona norte de São Paulo, e foi encaminhado às pressas ao pronto-socorro do São Luiz Gonzaga (PS Jaçanã), onde faleceu às 18h10.

José Ramiro nasceu em 1939 em Igarapava, interior de São Paulo, e foi criado em Uberlândia, Minas Gerais. Iniciou sua carreira artística em 1961, fazendo dupla com Xavantinho, seu irmão, que morreu em 1999. Há dez anos, ele seguia carreira solo. Em 2001, recebeu o Grammy Latino de melhor disco sertanejo por Semente Caipira, trabalho idealizado quando Xavantinho ainda era vivo.  Seu segundo disco solo, lançado em 2002, recebeu o nome de Pena Branca Canta Xavantinho e tem músicas de vários compositores.

O velório e o enterro serão realizados no cemitério Parque dos Pinheiros.

Informações da Folha Online e Estadão

Veja trecho do programa Ensaio com Pena Branca e Xavantinho gravado em 1991 pela TV Cultura.



“De Lá Pra Cá” fala sobre a Lei da Anistia

O De Lá Pra Cá desta segunda, 8 de fevereiro, relata a luta do povo brasileiro para conseguir de volta seus direitos, além de toda a trajetória do projeto de lei até à sanção final, passando pelas articulações políticas e o apelo da população pelas “Diretas Já”. E mostra ainda que muitos dos exilados que retornavam, vinham com novas propostas, como preocupações ambientais e direitos das minorias, imprimindo uma nova agenda política aos desafios que o Brasil necessitava enfrentar.

A Lei da Anistia foi sancionada em 28 de agosto de 1979, pelo então presidente João Batista Figueiredo. Por meio dela, foi possível o retorno ao Brasil dos exilados da ditadura.

O programa também explica a palavra “anistia” cujas raízes vêm do grego amnestia, que significa esquecimento, e no português define o ato jurídico do Estado em perdoar pessoas ou grupos pela prática de atos considerados delituosos, sobretudo aqueles de natureza política.

A Lei de Anistia demorou para ser sancionada e mobilizou todo o país que queria dar um basta à ditadura imposta pelo regime militar.

Participam do programa, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o historiador Daniel Aarão Reis, a jornalista Wanda Figueiredo, a historiadora Isabel Lustosa, o deputado federal Fernando Gabeira (PV/RJ) e o compositor Paulo César Pinheiro.

De Lá Pra Cá vai ao ar hoje, às 22h, na TV Brasil e também pode ser assistido pela web nos seguintes endereços: www.tvbrasil.org.br e www.tvu.ufrn.br (em tela cheia).

O programa será reprisado no próximo domingo, 14 de fevereiro, às 18h.

Histórias de amor duram apenas 90 minutos

Rio de Janeiro – O ator Caio Blat e o diretor Paulo Halm vão participar de debate nesta segunda, 8 de fevereiro, às 19h, no Ponto Cine sobre o filme Histórias de amor duram apenas 90 minutos.

Caio é o protagonista do filme, um escritor na crise dos 30 anos, que narra em primeira pessoa sua história, dividindo com o público seus questionamentos sobre o livro inacabado, a relação distante com o pai e a suspeita de que sua esposa o está traindo com outra mulher. A entrada é gratuita.

SERVIÇO
Ponto Cine
Estrada do Camboatá, 2300 – Guadalupe Shopping
Telefone: (21) 3106-9995

Informações de Patrícia Kogut / O Globo

Thiago de Mello faz letra para disco da filha de Pablo Milanés

Havana – O poeta brasileiro Thiago de Mello escreveu a letra de uma das músicas do novo disco da cubana Haydée Milanés, filha do cantor Pablo Milanés, segundo informações da imprensa oficial de Cuba.

Thiago se uniu à artista para compor a música No me hables, que estará no disco A la Felicidad. Entre outros colaboradores estão Pablo Milanés, o argentino Pedro Aznar, e a diva do Buena Vista Social Club, Omara Portuondo.

Segundo Haydée, foi o próprio poeta que se ofereceu para escrever para o álbum ao saber do projeto durante uma viagem a Cuba.

A la Felicidade é o terceiro disco de Haidée Milanés, que costuma misturar ritmos cubanos com jazz, soul e pop.

Informações do Portal Terra

Projeto impede igrejas de vender bens de valor histórico

Brasília - Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6533/09, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que proíbe as instituições religiosas que recebem benefícios fiscais do governo de alienar imóveis de sua propriedade com reconhecido valor artístico, cultural ou histórico. Segundo a proposta, a alienação (venda ou transferência da propriedade) poderá acarretar o fim do benefício fiscal.

Alice Portugal alega que a legislação brasileira não proíbe a Igreja Católica, que possui um rico acervo colonial, de vender os templos e outros bens. Ela lembra que no ano passado o Brasil ratificou o acordo diplomático com a Santa Sé, no qual reconhece a importância desse acervo, mas não impede a sua transferência.

Para ela, é preciso garantir que todas as instituições religiosas beneficiadas com imunidades ou isenções se obriguem, como contrapartida, a não alienar os imóveis de sua propriedade. “Esses bens pertencentes às diferentes igrejas existentes no território nacional são, em última instância, bens reveladores da memória histórica e constitutivos da identidade nacional”, disse a deputada.

O projeto tramita de forma conclusiva nas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Veja a íntegra da proposta.

Informações da Agência Câmara

Palácio Gustavo Capanema pode ser sede do Comitê Olímpico

Sob Licença Creative CommonsRio de Janeiro – A possível utilização do Palácio Gustavo Capanema como sede do Comitê Organizador dos Jogos e da Autoridade Pública Olímpica pode esbarrar na falta de espaço para abrigar as equipes e depende de reformas a serem feitas no prédio. O imóvel, construído entre 1936 e 1945, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e abriga diversos órgãos dos ministérios da Cultura e da Educação.

A ideia partiu do ministro do Esporte, Orlando Silva, e foi logo divulgada pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, durante a viagem de ambos a Londres, na semana passada, mas o Ministério da Educação têm planos de transformar o local em um centro de pesquisas em parceria com a Unesco.

O superintendente regional do Iphan, Carlos Fernando Andrade, afirmou que não havia sido comunicado oficialmente do projeto e levantou dúvidas sobre a viabilidade. “Eu fiquei sabendo disso pela imprensa e me parece que é uma ideia ainda embrionária. Não temos informações sobre qual a metragem quadrada que eles vão necessitar e se é possível de acomodá-los no prédio, que já tem diversas repartições funcionando, sendo utilizado em toda a sua plenitude. Me parece um pouco difícil, pois já são 16 andares ocupados, mas se for uma área viável, poderá ser bom para todo o mundo”, disse Andrade.

A presidente da Associação dos Servidores e Trabalhadores da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Isabel Costa, afirmou que não é contra a utilização do prédio para acomodar os comitês olímpicos, mas frisou que dificilmente haverá espaço no Palácio Gustavo Capanema. O prédio não está ocioso, pois aqui nós temos, além do Ministério da Educação, repartições de três grandes instituições do Ministério da Cultura: a Funarte, o Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional e o Iphan. Todos os andares estão ocupados”, disse.

A ideia de utilização do prédio do Palácio Gustavo Capanema encontrou resistência na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O deputado estadual Alessandro Molon (PT) teme o possível despejo de setores ligados às áreas da cultura e da educação com a chegada do comitê. “Eu considero a iniciativa de despejar a cultura e a educação do Gustavo Capanema um desrespeito à história desse palácio, é à história da cultura e da educação no Brasil. É extremamente importante a realização das Olimpíadas, mas não é necessário, para os Jogos Olímpicos, retirar os servidores do local”, disse o deputado, que iniciou um abaixo-assinado em defesa da memória do palácio e pela preservação da cultura e da educação no prédio.

A iniciativa também foi desaconselhada pelo historiador Milton Teixeira, um dos mais conceituados especialistas em patrimônio histórico na região central do Rio. “Eu não sei o tamanho do Comitê Olímpico e quantos funcionários serão envolvidos. Mas o palácio tem uma série de limitações, pois sendo um prédio tombado não se pode alterar o interior, que é muito voltado a pequenos compartimentos, os lambris têm que ser mantidos, os móveis têm que ser originais ou réplicas perfeitas, e isso representa uma série de limitações”, afirmou.

Para o historiador, o comitê pode ser instalado em outros prédios públicos, que estariam subutilizados. “O próprio Palácio das Laranjeiras, que está vazio e sem nenhum uso”, sugeriu, referindo-se à sede residencial do governo fluminense.

Informações da Agência Brasil

Biblioteca de São Paulo será inaugurada hoje

A cerimônia de abertura da Biblioteca de São Paulo, instalada no Parque da Juventude, na área da antiga Casa de Detenção do Carandiru, em São Paulo, será realizada nesta segunda-feira, 8 de fevereiro, às 12h.

O Ministério da Cultura investiu R$ 2,5 milhões em equipamentos públicos. Parte dos recursos foi destinada à aquisição de 30 mil livros, além de outras mídias como CDs e DVDs.

A acessibilidade é um ponto alto do novo espaço, que conta com mesas reguláveis, que se adaptam a qualquer tamanho de cadeira de rodas, folheadores automáticos de páginas, para aqueles que perderam os movimentos das mãos, e também computadores adaptados.

Usuários cegos terão ainda mil títulos de audiobooks e um equipamento que, automaticamente, é capaz de transpor obras literárias convencionais para faixas de áudio ou placas em Braile.

A Biblioteca de São Paulo dedica grande parte de seus 4.200m² aos mais jovens. Todo o andar térreo está divido em alas para três faixas etárias: de zero a três anos, de quatro a 11 anos e de 12 a 17 anos. Ali, poltronas coloridas e pufes dividem espaço com estantes baixas – projetadas sob medida – nas quais livros, discos e filmes ficam misturados e expostos diretamente ao público.

Também estarão à disposição cem computadores, com livre acesso à Internet, dezenas de jogos eletrônicos e um leitor de livros digitais. A biblioteca funcionará até as 21h, de segunda a sexta-feira, e até as 17h, aos sábados, domingos e feriados.

Informações da Comunicação SAI/MinC

Nara Leão no “De Lá Pra Cá”

O programa De Lá Pra Cá desta segunda, 1º de fevereiro, relembra a história da considerada musa da Bossa Nova, a cantora Nara Leão, que foi também uma artista engajada na luta contra a ditadura. Imagens marcantes de sua vida estarão no programa, que mostrará um pouco das facetas dessa cantora que morreu precocemente há 20 anos.

Aos 12 anos, Nara teve suas primeiras aulas de violão. Mais tarde, ficou conhecida como a grande dama da música brasileira. Uma das principais personagens de um momento em que a música popular adquiria novas formas e se tornou conhecida internacionalmente, ela se destacou como intérprete. Ao mesmo tempo, abriu caminhos para Chico Buarque, Martinho da Vila, Edu Lobo, Paulinho da Viola, Maria Bethânia, Fagner entre outros. E surpreendeu a todos nos anos 60, ao resgatar o samba de morro no seu disco de estreia Nara.

O programa ouviu o biógrafo Cássio Cavalcante, escritor cearense, que pesquisou oito anos para lançar o livro Nara Leão – A Musa dos Trópicos. Erasmo Carlos, que conviveu com a cantora, vai contar casos da época da Jovem Guarda e dá uma canja com a música Meu Ego, de sua autoria, gravada por Nara Leão. Outra entrevistada é Fernanda Takai que, a convite do jornalista Nelson Motta,  gravou um CD só com sucessos de Nara Leão.

O programa convidou ainda Carlinhos Lyra. que comentará o clima daqueles anos 50 e da vontade da rapaziada de Copacabana de inventar uma música nova e condizente com os tempos que o Brasil vivia. O compositor e cantor Martinho da Vila também vai falar sobre Nara.

De Lá Pra Cá vai ao ar hoje, às 22h, na TV Brasil e também pode ser assistido pela web nos seguintes endereços: www.tvbrasil.org.br e www.tvu.ufrn.br (em tela cheia).

O programa será reprisado no próximo domingo, 7 de fevereiro, às 18h.

Zabé da Loca e Zé de Cazuza no “Metrópólis”

O programa Metrópolis, da TV Cultura, exibe, a partir desta segunda, 1º de fevereiro, às 21h35, na TV Cultura, uma série de reportagens sobre a cultura popular da cidade de Monteiro, sertão do Cariri, na Paraíba.

O programa apresenta a origem da cidade histórica, com casarios de mais de cem anos e depoimentos marcantes de personagens locais pitorescos. Caso de Zabé da Loca (foto), uma mulher que morou durante 25 anos dentro de uma pedra e criou seus filhos praticamente sem recursos. Aos sete anos, aprendeu a tocar pífano e hoje faz shows pela cidade.

A matéria traz outra figura bem conhecida na região: Zé de Cazuza, considerado o computador do Nordeste. Ele guarda em sua memória mais de 20 mil poemas que só existem no “hd de seu cérebro”. Lenda viva na região, Zé declama poemas, faz prosa e conta histórias da cidade de Monteiro. Já editou um livro – Poetas Encantadores –, no qual ele colocou poesias e declamações dos principais poetas do sertão do Cariri.

Informações da TV Cultura