Elvira Pagã

Elvira Olivieri Cozzolino nasceu em Itararé (SP), no dia 6 de setembro de 1920. Sua família mudou para o Rio de Janeiro quando ela ainda era criança. Estudou no Colégio Imaculada Conceição, em Botafogo. Com a irmã Rosina, organizava festas das quais participavam vários artistas, dentre os quais os integrantes do Bando da Lua. Em 1935, estreou com a irmã num show de inauguração do Cine Ipanema, quando a dupla foi batizada como Irmãs Pagãs pelo apresentador Heitor Beltrão. No ano seguinte, apareceriam em dois filmes: Alô, alô, Carnaval, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro; e Cidade mulher, de Humberto Porto, onde apresentaram a música título (de Noel Rosa), cantando com Orlando Silva. Ainda com a irmã, excursionou por quatro meses pela Argentina, Peru e Chile. Juntas, gravaram 13 discos.

Além dos filmes já citados, participou de vários outros: O Bobo do Rei (1937), Favela (1939), Laranja da China (1940), Dominó Negro (1949), Carnaval do Fogo (1949), Echarpe de Seda (1950) e Aviso aos Navegantes (1950). Passou por vários selos: Star, Carnaval, Todamérica, Marajoara e Ritmos. Por este último, gravou em 1954 seu último disco, no qual registrou a marcha Marreta o bombo e o samba Condenada, de sua autoria.

Sua carreira continuou como estrela do teatro de revista. Alcançou grande notoriedade como vedete e foi considerada uma das mais belas mulheres de sua época. Elvira Pagã também ficou conhecida como a primeira mulher na América Latina a usar biquíni em uma praia, no início da década de 50, em Copacabana. Em termos de beleza e ousadia, disputava com Luz del Fuego.

Nos anos 1970, já havia abandonado a carreira artística e passou a se dedicar a temas místicos. Foi se tornando mais temperamental, arredia e pouco afeita ao contato com outras pessoas. Isolou-se em seu apartamento, em Copacabana. Morreu aos 82 anos em 8 de maio de 2003. A morte só foi revelada três meses depois. Seu corpo teria sido enterrado no sul de Minas Gerais, em uma estância hidromineral. (Com informações do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, Folha de S. Paulo e IMDb)




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