Patativa do Assaré é homenageado no Senado

Brasília – O poeta Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, recebeu várias homenagens no dia de ontem 3 de junho, no Senado Federal. O ano de 2009 marca seu centenário de nascimento.

Durante a Sessão Deliberativa, iniciada pouco depois das 14h, houve pronunciamentos de vários senadores e o lançamento do livro Patativa do Assaré – Poeta universal, organizado pelo senador Inácio Arruda. Às 18h30, aconteceu apresentação dos violeiros Roque José e Lindalva Dantas, dos emboladores de coco Elias Ferreira e Daniel Ramos dos Santos e do poeta Gonçalo Gonçalves no Auditório Senador Antonio Carlos Magalhães. Em seguida, foi exibido o documentário Patativa do Assaré – Ave Poesia, dirigido por Rosemberg Cariry.

Durante a Sessão, o cantor Fagner cantou Festa da natureza e Vaca Estrela e Boi Fubá ,da tribuna do Plenário, e disse que “só quem não sabe quem é Patativa do Assaré é a Academia Brasileira de Letras (ABL)”. O senador Mão Santa (PI) disse que a obra grandiosa do trovador dá a seu autor a legitimidade para ser chamado de “pai-d’égua”, ou seja, alguém de grande capacidade. Esse adjetivo ocorreu ao senador ao se lembrar de uma visita ao Ceará, em 1960, do já ex-presidente Juscelino Kubstcheck, quando foi saudado por um nordestino simples como “presidente pai-d’égua”.

O senador Eduardo Suplicy (SP) destacou que Triste Partida, do poeta cearense, é uma das canções preferidas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a considera uma das mais belas obras do cancioneiro brasileiro. A música, composta por Patativa de Assaré e gravada pelo cantor Luiz Gonzaga em 1964, marca a retirada de nordestinos para São Paulo, a exemplo do que ocorreu com Lula, que, aos sete anos de idade, saiu com a família de Caetés em busca de seu pai, que residia no estado. O filho de Patativa, Geraldo Gonçalves de Castro, também participou das homenagens ao pai, junto com o prefeito de Assaré, Francisco Evanderto Almeida.

O poeta – Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, nasceu no dia 5 de março de 1909, em uma pequena propriedade rural localizada no município de Assaré, no sul do Ceará.

Frequentou a escola por aproximadamente quatro meses, em 1921. Agricultor, em 1922 já atuava como versejador em festas, e a partir de 1925, quando comprou uma viola, deu início à atividade de compositor, cantor e improvisador. Em 1926 teve um poema publicado no Correio do Ceará. Seu primeiro livro, Inspiração Nordestina, seria lançado somente em 1956. Em 1978 publicou o livro Cante Lá que Eu Canto Cá, e em 1979 iniciou, com Poemas e Canções, a gravação de uma série de discos, entre os quais se destacam Canto Nordestino (1989) e 88 Anos de Poesia (1997). Faleceu em 8 de julho de 2002.

Documentário – A exibição do documentário Patativa do Assaré – Ave Poesia encerrou a homenagem. Filmado entre os anos de 1979 e 2006, o documentário foi finalizado em 2007. O filme do cineasta Rosemberg Cariry resgata a figura de Patativa, um autodidata que frequentou a escola apenas por poucos meses, mas aprendeu nos livros, nos cordéis, nos jornais e nas revistas a dominar a língua para, através dela, expressar o mundo de poesia que habitava dentro dele.

Além de mostrar o poeta, o filme mostra o trabalhador na roça e no cotidiano com a família e com os amigos. A história começa a ser narrada pelo fim: com imagens do velório de Patativa. A partir daí, Rosemberg percorre a vida do poeta, mostrando acontecimentos pessoais e históricos e destacando a relevância da obra poética do homem que nasceu Antônio Gonçalves da Silva, mas que foi imortalizado como Patativa do Assaré.

O documentário estreou em algumas praças no dia 22 de maio. Veja o trailer.

Informações da Agência Senado (Roberto Homem)

 

I Encontro Nordestino de Cordel em Brasília

Brasília – Acontece nestas quinta e sexta, 28 e 29 de maio, no Teatro da Caixa Cultural, o I Encontro Nordestino de Cordel em Brasília. O evento é uma promoção da Associação dos Cantadores Repentistas e Escritores Populares do DF e Entorno (Acrespo).

A programação é composta por diversas atrações, como mesas-redondas, apresentação de artistas populares, debates, lançamento de livro, show, exposição em cordel, homenagem a Patativa do Assaré e muito mais. Um dos pontos altos será a realização do Seminário Políticas Públicas para o Cordel. A entrada é franca.

A cerimônia de abertura, restrita a convidados, está marcada para às 19h do dia 28. Está prevista a presença do presidente Lula à solenidade. Durante a cerimônia haverá o lançamento do livro Lula na Literatura de Cordel, do poeta Crispiniano Neto, presidente da Fundação José Augusto (RN), e a abertura da exposição de produtos em cordel,  incluindo folhetos, livros, CDs, DVDs e outros.

No dia 29, toda a programação será aberta à participação do público. A programação completa pode ser vista no site do Ministério da Cultura.

SERVIÇO
Seminário Políticas Públicas para o Cordel
29 de maio de 2009
Das 9h às 17h30
No Teatro da CAIXA – SBS Qd 4 lote 3/4, anexo do edifício Matriz da CAIXA
Inscrição gratuita pelo telefone (61) 3522- 5202 ou pelo e-mail encontrodecordel@gmail.com

Tributo a Patativa do Assa
29 de maio de 2009, às 19h30
Teatro da CAIXA – SBS Qd 4 lote 3/4, anexo do edifício Matriz da CAIXA
Entrada franca
Classificação Etária: indicação livre

Informações do Minc

 

Grupo de Trabalho Culturas Populares

Brasília – Representantes do Ministério da Cultura, da Secretaria de Cultura do Amazonas, de comissões interministerial e da sociedade civil estarão reunidos em Brasília, nos dias 18 e 19 de março, na sala de reuniões do Edifício Elcy Meireles (Setor Bancário Sul), para participarem da Reunião do Grupo de Trabalho Culturas Populares. O encontro, realizado pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), contará com a participação do secretário Américo Córdula.

Entre os objetivos estão sintetizar as sugestões propostas pela sociedade nos eventos realizados pela SID/MinC com o intuito de construir políticas públicas para o segmento e sugerir novas diretrizes. A partir das sugestões em conjunto será feita análise das ações, projetos e programas existentes, em diferentes níveis da administração pública, para a elaboração de uma minuta do Plano Setorial.

Esse documento será discutido no âmbito da 2ª Conferência Nacional de Cultura e do Colegiado Setorial das culturas populares, vinculado à cadeira do segmento no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC).

Informações da Comunicação Social/MinC

::: Acompanhe as atualizações do Memória Viva pelo Twitter :::

O acervo de arte popular de Lina Bo Bardi

Salvador – O acervo de peças artesanais coletadas no Nordeste brasileiro pela arquiteta Lina Bo Bardi, que estava guardado desde 1965 – quando foi proibido pela ditadura militar –, ganha sua primeira exibição.

A mostra Fragmentos: Artefatos populares, o olhar de Lina Bo Bardi foi aberta nesta terça, 17, no Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho, em Salvador. A exposição reúne mais de 800 peças entre utensílios de madeira, objetos de barro, pilões, santos e objetos de candomblé que resistiram às mudanças e viagens da coleção original, que chegou a ter 2 mil itens.

Lina Bo Bardi (1914-1992), arquiteta italiana que estabeleceu-se no Brasil em 1946. Conhecida principalmente por projetos como o Masp e o Sesc Pompéia, em São Paulo, mudou-se para a Bahia no final dos anos 50 e começou a pesquisar o artesanato popular nordestino. Começou a ter problemas com a ditadura logo em 1964, quando, então diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia, negou-se a liberar o foyer do Teatro Castro Alves para uma exposição de armamento de guerra. Lina foi exonerada do cargo e, um ano depois, teve a exposição Nordeste do Brasil (com partes do acervo agora exibido) impedida de estrear na Galeria de Arte Moderna, em Roma.

SERVIÇO
Fragmentos: Artefatos populares, o olhar de Lina Bo Bardi
No Centro Cultural Solar Ferrão – Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho
Exposição de longa duração, sem prazo definido
Visitação de terça a sexta, das 10h às 18h; finais de semana e feriados, das 13h às 17h
Entrada gratuita

::: Acompanhe as atualizações do Memória Viva pelo Twitter :::

Carroça de Mamulengos apresenta Histórias de Teatro e Circo

Brasília – Desembarca em Brasília, neste final de semana, a Cia. Carroça de Mamulengos com o espetáculo Histórias de Teatro e Circo. As apresentações acontecerão no sábado, às 20h, e domingo, às 19h, na Caixa Cultural.

A Cia. Carroça de Mamulengos é um grupo familiar itinerante que em cena se reúne para brincar. Schirley França e seus filhos Maria, Francisco, João, Pedro, Mateus, Luzia e Isabel, além do músico Beto Lemos, trazem ao palco bonecos, palhaços, pernas de pau, mágicas, em um espetáculo musical que convida a platéia a celebrar a simplicidade da vida, devolvendo ao espectador a lembrança de um Brasil rico, profundo e alegre.

Histórias de Teatro e Circo é o resultado dos mais de 30 anos de estrada da família Carroça.

SERVIÇO
Histórias de Teatro e Circo com a Cia. Carroça de Mamulengos
No Teatro da Caixa, dias 14 e 15 de março
Horários: sábado às 20h e domingo às 19h
Classificação etária: Livre
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (estudantes, pessoas com 60 anos ou mais e funcionários da Caixa)
Mais informações: (61) 3206-9448 e 6456

::: Acompanhe as atualizações do Memória Viva pelo Twitter :::