Janeiro de 2012

Uma biografia de Maria Bonita, todos os romances de Machado de Assis em hipertexto, livro sobre a história do design gráfico no Brasil, fechamento de livraria tradicional, chegada de nova editora ao país, as crônicas do jovem Drummond, a ruidosa despedida de Rita Lee dos palcos e uma foto até então inédita de Tim Maia de cuecas foram alguns dos principais assuntos em janeiro de 2012.

► Dois anos após inundação São Luiz do Paraitinga está 80% reconstruída – http://migre.me/7nabM

► Apenas sete habitantes vivem em cidade fantasma no sertão do Ceará – http://migre.me/7nzkk

► Romances de MACHADO DE ASSIS em hipertexto – http://migre.me/7oLX4

••► Poemas de GREGÓRIO DE MATOS em hipertexto. http://migre.me/7oLXG

► Centro histórico de Salvador entra na lista dos sítios do patrimônio mundial em risco. – http://migre.me/7okMD

► DC Comics lança obras de quadrinistas brasileiros. http://migre.me/7pdjJ

► Documentário celebra dez anos de Cidade de Deus. http://migre.me/7suwf

► Rainha do cangaço MARIA BONITA ganha estudo da neta em seu centenário. http://migre.me/7sUf1

► Polícia prende acusado de roubar óculos de LAMPIÃO após pedido de resgate. http://migre.me/7uASJ

► Após 40 anos, Livraria Camões anuncia fim das atividades. http://migre.me/7uBXG

► Bom momento do Brasil motiva chegada de editora portuguesa. http://migre.me/7wgEf

► Megalivro revê a história do design gráfico no Brasil. http://migre.me/7GxGx

► O despertar de CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE. http://migre.me/7DMnO

► As primeiras crônicas do jovem DRUMMOND. http://migre.me/7DMo8

► Secretaria de Segurança Pública de SP exalta “Revolução” de 64 em página oficial. http://migre.me/7HDZl

••► O CRUZEIRO, como grande parte da imprensa da época, apoiou e festejou o golpe de 64. http://migre.me/7HFsO

► Aos 88 anos, PAULO VANZOLINI, cientista e embaixador do samba paulista, ganha o devido reconhecimento. http://migre.me/7GrT0

► No dia 22 de janeiro, RITA LEE anuncia aposentadoria dos palcos durante show no Rio de Janeiro. http://migre.me/7DMmo
Dia 29 – Rita Lee é detida após show em Aracaju http://migre.me/7IBOI, mas foi logo liberada http://migre.me/7IBQ0
Dia 30 – Marido de Rita Lee lembra prisão de 1976 e ajuda de Elis Regina. http://migre.me/7KCST
Dia 31 – Governador de Sergipe diz que não vai processar Rita Lee. http://migre.me/7KCSk

► Quase 14 anos depois de sua morte, surge uma foto de TIM MAIA apenas de cuecas e camisa rasgada. A imagem se espalha pelo Facebook e logo é censurada pelos “procuradores de Tim Maia”. Sandro Fortunato, editor do Memória Viva, comenta em seu blog no texto Retrato do Grão-Mestre Varonil » http://migre.me/7IMjf

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 Falecimentos

► 03/01 – Morre a poeta e militante BEATRIZ RYFF. http://migre.me/7oySR

► 15/01 – Morre, aos 91 anos, SEU TEODORO um dos mestres da cultura popular do Distrito Federal. http://migre.me/7ylzl

► 16/01 – Escritor BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS morre aos 66 anos. http://migre.me/7yJcw

► 16/01 – Morre em São Paulo diretor de teatro FERNANDO PEIXOTO. http://migre.me/7yjJC

► 17/01 – Morre a cantora CARMINHA MASCARENHAS. http://migre.me/7zrDr

► 30/01 – Cineasta LINDUARTE NORONHA morre em hospital de João Pessoa. http://migre.me/7JQd6

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Efemérides, homenagens e destaques do Memória Viva

01/01 – 86 anos de MARIA DELLA COSTA
••► Álbum com 15 fotos da atriz » http://migre.me/7mTkc

06/01 – 414 anos da Fortaleza dos Reis Magos em Natal (RN)
••► Veja álbum especial preparado pelo Memória Viva » http://migre.me/7qJSW

9/01 – 92 anos do nascimento de JOÃO CABRAL DE MELO NETO
► JOÃO CABRAL recitando trecho de Morte e Vida Severina . http://migre.me/7suuZ
Morte e Vida Severina em desenho animado. http://migre.me/7suvz

••► [na íntegra] Entrevista de CLARICE LISPECTOR a´O Pasquim (1974) http://migre.me/7wuWG

••► 18/01 – 78 anos do nascimento de MAURO GONÇALVES, o ZACARIAS » http://migre.me/7AjAj

19/01 – 30 anos da morte de ELIS REGINA
► “Geniosa”, “exigente” e “kamikaze”, ELIS REGINA morria há 30 anos. http://migre.me/7AvQe
► ELIS REGINA: uma “garimpeira” da música brasileira. http://migre.me/7AvRp
► Para historiadora, ELIS REGINA representa uma síntese da MPB. http://migre.me/7AvS0
► A falta que ELIS faz. http://migre.me/7AvSs
► Aniversário de morte de ELIS REGINA vai render lançamentos e reedições. http://migre.me/7AvSN
► Mostra multimídia marca os 30 anos da morte de ELIS REGINA. http://migre.me/7yjJV
► Discos e livros lembram vida e músicas de ELIS REGINA. http://migre.me/7yjKw

19/01 – 70 anos do nascimento de NARA LEÃO
► A lição de NARA: não é preciso gritar para fazer barulho. http://migre.me/7AsKe
► Site oficial de NARA LEÃO » www.naraleao.com.br
••► NARA LEÃO em 17 momentos » http://migre.me/7AuUL
••► [na íntegra] Entrevista de NARA LEÃO a’O Pasquim (1969) » http://migre.me/7AsKu

► Em 20/01/1866 nascia EUCLIDES DA CUNHA. Baixe Os Sertões e outras obras de sua autoria. http://migre.me/7Bi2D

► Em 20/01/1951 era inaugurada a TV TUPI do Rio de Janeiro. Baixe o livro que conta sua história. http://migre.me/7Bidu

22/01, 35 anos sem MAYSA.
••► MAYSA em entrevista a’O Pasquim (julho de 1969) » http://migre.me/7KI8x

25/01 – 85 anos do nascimento de TOM JOBIM
► Documentário musical abre o ano TOM JOBIM nos cinemas. http://migre.me/7zsmP
••► TOM JOBIM em 20 fotos » http://migre.me/7Fzrr

25/01 – 458 anos de SÃO PAULO
••► SÃO PAULO ANTIGA – 38 imagens dos séculos XIX e XX » http://migre.me/7FEM1
► Conheça SÃO PAULO por meio de suas ruas (anos 50, 60, 70 e 80) http://migre.me/7ECyt
••► 50 fotos para mostrar que SÃO PAULO continua linda no século XXI. » http://migre.me/7FPJa

► 27/01 – WALDIR AZEVEDO, 89 anos – www.waldirazevedo.com.br

► 30/01 – Centenário de HERIVELTO MARTINS será comemorado em poucos eventos. http://migre.me/7Jzlk

 

Hebe na “Playboy”

Revista Playboy, fevereiro de 1987: “(…) com seu bom humor, suas gafes históricas, sua malícia ou sua aparente inocência de Branca de Neve que chora e ri à toa, Hebe Camargo tem entre seus orgulhos o de ter apresentado Chico Buarque pela primeira vez na TV e o de ter aberto câmaras e microfones, em plena censura, para perseguido políticos, como Plínio Marcos.

Hebe havia estreado no SBT há menos de um ano quando deu esta entrevista em que fala sobre amores secretos, cantadas de políticos (até de presidente!), sexo e, claro, televisão.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui e baixe o arquivo em PDF.

Os Últimos Compassos de Dircinha Batista

Cinebiografias estão em alta. Principalmente as de cantoras. A tendência ganhou força com Piaf – Um Hino ao Amor (2007), um filme não americano que concorreu a três categorias no Oscar e levou duas; uma delas, a de melhor atriz. No Brasil, onde a televisão é mais poderosa que o cinema, o fenômeno migrou para as telinhas. Maysa – Quando Fala o Coração (2009) e Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor (2010) fizeram bastante sucesso, mas ninguém tentou levar a história de uma grande cantora brasileira para o cinema. Não até agora.

Os Últimos Compassos, filme dirigido por Dimas Oliveira Junior, vai mostrar uma parte da vida de Dircinha Batista, a primeira Rainha do Rádio. Irmã da também cantora Linda Batista, Dircinha marcou época no rádio e no cinema e sentiu na pele como a falta de memória do brasileiro pode ser cruel. O filme de Dimas pretende reparar essa injustiça.

Dividida entre a loucura de seu amor pelo locutor Carlos Frias e a relação possessiva de sua mãe, Dircinha Batista ainda tinha que enfrentar e suportar uma relação tempestuosa com a irmã, Linda Batista.  Sua personalidade frágil não aguentaria essa situação de competição profissional entre ambas por muito tempo. A disputa era abafada pela imprensa que sempre apresentava uma ótima relação entre as irmãs. Dircinha e Carlos Frias tentam por diversas vezes manter o romance complicado, mas as constantes ameaças da mãe fazem com que a relação termine de vez. Cansado da situação e da permanente pressão familiar, Frias decide deixar Dircinha e se casar com uma atriz de teatro. A cantora prossegue em sua carreira, sua popularidade é imensa, mas a felicidade pessoal não existia mais e Dircinha Batista caminha para a autodestruição.

O filme estreará no dia 7 de abril, no Cine Olido, em São Paulo. A atriz e cantora Rosy Aragão representa Dircinha. Carlos Frias é vivido por Marcelo Schmidt. Os Últimos Compassos tem roteiro de Erkah Barbin e Dimas Oliveira Junior.

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Memória Viva conversou com o diretor Dimas Oliveira Junior para saber mais detalhes.

Como surgiu seu interesse pela história de Dircinha Batista?
Conheci Dircinha Batista pessoalmente, em 1987. Antes disso, sempre tive uma grande paixão por ela, como cantora, mesmo podendo dizer que não é uma cantora de minha geração, pois tenho 52 anos hoje, mas Dircinha sempre me emocionou muito. Quando a conheci, já internada e, uma clínica de repouso, consegui ganhar sua amizade e tivemos um bom relacionamento até sua morte.

E quando teve a ideia de fazer o filme?
Nunca me conformei com o quadro que vi naquela clínica. Aquele ídolo abandonado por todos, por amigos, companheiros, público, mídia. Isso sempre me revoltou. E jurei que iria sempre divulgar o nome de Dircinha. Quando conheci a atriz Rosy Aragão, em 2007, vi que tinha encontrado a intérprete ideal para fazer Dircinha. A partir disso, comecei a produção do filme.

Fale um pouco sobre o roteiro.
O filme inicia em 1999, ano da morte da Dircinha, quando o personagem central, o jornalista interpretado por Luiz Araújo, vai buscar respostas da vida de Dircinha Batista junto a ex-companheiros dos anos 50. A partir disso, o filme caminha para 1946, 1950, 1952… sempre com ligações no ano de 1999. O roteiro é de Erikah Barbin, uma excepcional profissional, atriz e drmaturga, que se apaixonou pela ideia do filme. Todo o material de pesquisas, eu forneci a ela. O ator Marcelo Schmidt, que interpreta o grande amor de Dircinha, o locutor Carlos Frias, também colaborou imensamente para cenas do roteiro. Foi um trabalho de paixão de todos os envolvidos. Tive muita dificuldade em gravar certas cenas, principalmente as que mostram Dircinha Batista na clínica de repouso. Por ter vivido aquela situação, foi difícil controlar a emoção.

Rosy Aragão também é cantora. É ela quem canta no filme?
Tomei o cuidado de utilizar os fonogramas originais de Dircinha para não perder a fidelidade histórica. As músicas do filme foram todas remasterizadas para garantir uma boa qualidade.

Você tem uma vasta experiência em documentários para TV. Com o crescente interesse de produções do gênero pela TV, você não pensou em partir para um trabalho desse tipo e atingir um público maior?
Acho que seria uma minissérie fantástica, mas cada vez que precisamos apresentar um trabalho ou um projeto na TV, existe uma canseira muito grande e um descaso maior ainda. Então, decidi por um filme para cinema, pois estou livre para ir a festivais nacionais e internacionais. Nosso plano é mandar o filme legendado para Cannes. Acredito que depois de pronto e exibido, o filme possa ser uma apresentação, um piloto de uma minissérie. Se alguma emissora tiver interesse, encaramos o desafio. Queremos mostrar nosso trabalho, e sobretudo, resgatar a memória nacional. O filme também faz referências importantes à política da época, personalidades artísticas que fizeram parte da Urca e muito mais.

Você tem uma preocupação com a memória e a história. De onde vem isso?
Nasci com o passado em minha vida. Sempre consegui assimilar o passado mais do que o presente. Não sei o que deve ter acontecido, mas para mim é muito natural o passado. Ele é hoje! Tenho uma identificação muito intensa com isso. Tenho dificuldades com o presente. Quando me chamam pra um trabalho atual, tenho que fazer laboratório, conversar com pessoas e conhecer os dias de hoje. Estranho isso.

Algum motivo especial para o lançamento no Cine Olido? Depois, entrará em circuito comercial?
O motivo de ser no Olido é que quando eu estava procurando um local para a estreia, nao tive muita atenção de outros espaços. No Olido, tive uma recepção fantástica. Eles ficaram muito interessados pelo tema do filme. Senti que aconteceu uma reação de amor ao filme. Circuito comercial, somente depois da ronda nos festivais. Pretendemos lançar em DVD até o segundo semestre. A Smart Videos cuidará de toda a parte de distribuição. A data de 7 de abril é devido ao aniversário de Dircinha. Se fosse viva, ela estaria completando 89 anos.

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Veja cenas do making of de Os últimos Compassos.



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Wilson Simonal por ele mesmo

No quarto número de O Pasquim, de julho de 1969, Wilson Simonal era o entrevistado. Em três páginas de perguntas e respostas, sem apresentação (e precisava?), “Simonal conta tudo”.

Abaixo, alguns trechos.

Sérgio – O domínio do público é uma coisa instintiva em você. É claro que há toda uma técnica mas, enfim. É fabricado ou espontâneo?
SIMONAL – Na verdade, eu não magnetizo ninguém. O público é que se magnetiza por si mesmo.

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Jaguar – Maísa disse que a pilantragem não existe. Compra essa, Simonal.
SIMONAL – Não, a pilantragem existe. E, inclusive, a pilantragem primordial de Maísa é quando ela picha as pessoas que são realmente muito famosas. É uma maneira de fazer pilantragem. Pilantragem é, por exemplo, este jornal de vocês. É um jornal pilantra, que usa a pilantragem inteligente. Quando uma revista famosa coloca o retrato do artista mais famoso na capa, é para vender revista, entende? Então, eu uso as coisas que aprendi com toda a minha experiência de cantor, de crooner, no sentido de pilantragem musical. E eu não me envergonho de dizer, porque eu disse realmente que é pilantragem e acredito que o público goste de minha pilantragem. O segredo do sucesso da minha pilantragem é que ela não é pretensiosa.

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Tarso – E hoje você acha que é o maior cantos do Brasil?
SIMONAL – O melhor, não, mas eu sou um dos melhores.

Tarso – Quais são os outros?
SIMONAL – Os outros, atuantes, eu diria… vocês vão morrer de rir, o Altemar Dutra. É que eu tenho um conceito muito diferente: eu não julgo o bom cantor pelo repertório que ele canta, mas sim pelo que ele pode fazer com a voz. Então, Altemar Dutra, Agnaldo Timóteo, Cauby Peixoto, Agostinho dos Santos, Lúcio Alves… puxa, tem tanta gente, deixa eu ver…

Tarso – O que você acha de Jair Rodrigues?
SIMONAL – Acho um ótimo sambista. Não é cantor, ele é sambista. Cantor não canta samba; ou se é sambista, ou se é cantor.

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Sérgio – O Jaguar está dizendo que não tem a menor idéia do que faria se vinte mil pessoas urrassem seu nome no Maracanazinho. Possivelmente, ficaria estourando de máscara. Você, depois daquela consagração, não perdeu para sempre a sua pureza?
SIMONAL – Não, porque na verdade eu sempre fui, não digo puro, mas em relação à minha profissão eu sempre fui direito. Eu nunca me rodeei de frescuras e pode até parecer um pouco engraçado, cabotino, mas eu não me envergonho de dizer que eu sabia que o público ia cantar comigo. Eu não fui lá desprevenido, eu sabia. Já estou acostumado ao público me aplaudir e empolgar-se com a minha pilantragem. Mas o que aconteceu no Maracanazinho foi que o público não se empolgou, o público se emocionou.

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Bali – E o que você acha que tem de mais bacana: beleza, bossa, voz, idéia?
SIMONAL – Eu tenho muito charme.

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Sérgio – Eu digo o nome dos componentes e você dá notas de um a dez.Vamos começar com Chico Buarque.
SIMONAL – Eu daria dez em letra e quatro em música. Acho a maioria das músicas do Chico muito ruins.

Sérgio – Caetano Veloso
SIMONAL – O Caetano merece uma explicação, pela Tropicália que é um tipo de pilantragem. Eu conheço e gravei músicas do Caetano, sensacionais, fora desta linha misteriosa que ele andou fazendo. Na verdade, ele aproveitou o tumulto, a insatisfação geral, a depressão da juventude e optou pelo negócio da pilantragem, que parece não ter dado muito certo. Mas eu daria a ele dez como letrista e cinco como músico.

Sérgio – E Gilberto Gil?
SIMONAL – Dez como letrista e nove como musicista.

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Tarso – Quem é que você escolhe como gênio: Garrincha ou Pelé?
SIMONAL – O Pelé porque…

Bali – Você é racista?
SIMONAL – Não, eu não sou racista, minha mulher é loura, sou vidrado em loura, em olho verde, olho azul e não é necessidade de afirmação, eu acho engraçado, é realmente sensacional. Aliás eu gosto muito de melhor bonita, minha mulher também sabe disso e inclusive me prestigia. Quando eu paquero mulher feia, ela diz que o meu gosto está mudando e ainda me goza. Mas o Pelé foi mais inteligente, porque gênio é em todos os sentidos…

Jaguar – Como é que você encara o preconceito racial no Brasil?
SIMONAL – Acho meio frescura, mas no duro ele existe. E antigamente, quando eu andava empolgado com a esquerda festiva, não me envergonho de dizer que já estive meio nessa, sabe como é: a gente vai estudando, fica com banca de inteligente e pensando que é o tal, achando que muita coisa estava errada, que tinha que mudar muita coisa…

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Sérgio – Quanto você cobra por um show em clube?
SIMONAL – Nove milhões de cruzeiro velhos.

Jaguar – Qual a marca do seu carro?
SIMONAL – Uma mercedezinha, mas isso todo mundo tem.

Sérgio – Onde você nasceu?
SIMONAL – Nasci na Avenida Presidente Vargas, mas fui criado no Leblon, numa favelinha que tinha ali, a do 1008. Era uma favela bacaninha, tinha só 47 barracos com TV, água encanada e tudo.

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