Dicionário de Filmes Brasileiros

dfilmesbr.jpgO Instituto Brasileiro de Arte e Cultura (IBAC) e 2001 Vídeo lançam hoje, 30 de junho, a segunda edição do Dicionário de Filmes Brasileiros de Longa Metragem. O evento acontece a partir das 19h30, no Espaço Cultural da 2001 Vídeo, que fica na Avenida Sumaré, 1.744, Perdizes, São Paulo.

Haverá uma noite de autógrafos com o autor Antônio Leão da Silva Neto e ainda um coquetel com a presença de diretores, jornalistas e personalidades ligadas ao cinema brasileiro. O Dicionário de Filmes Brasileiros é o mais completo levantamento já feito sobre a filmografia brasileira de longa metragem.

O livro traz 1.152 páginas e é um trabalho indispensável para todos que, de alguma maneira, trabalham, pesquisam e estudam cinema no Brasil. São 4.194 sinopses, comentários, informações e fichas técnicas completas dos longas produzidos no Brasil entre 1908 e abril de 2009. Esta segunda versão também inclui produções no formato digital, o nome do personagem ao lado do nome do ator, a data de lançamento, o número de salas e o público arrecadado por filme, quando tais informações são disponibilizadas.

Em relação à primeira edição – publicada em 2002 e esgotada desde 2004 – este novo trabalho traz quase 800 títulos a mais, além de ampliar informações sobre outros 2.000 filmes já existentes.

Mais informações: (11) 2832-6000 na 2001 Vídeo e (11) 6743-7849 na IBAC

Informações da Ascom SAv/MinC

 

“Oficina na Diversidade” será lançado neste sábado

O Ministério de Cultura por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, em parceria com a Fundação Orsa e a Rede Cultura Infância realizará o lançamento da publicação Oficina Brincando na Diversidade – Cultura na Infância, neste sábado, 13 de junho, às 10h30, no Itaú Cultural, em São Paulo.

O livro é fruto do encontro realizado entre 17 e 19 de outubro de 2008, no SESC Vila Mariana, em São Paulo, quando um grupo de 60 pessoas de diversas segmentos culturais debateu questões envolvendo fomento, comunicação e memória.

O conteúdo do Oficina Brincando na Diversidade – Cultura na Infância pretende contribuir para estimular a participação de outros interessados e para aprofundar o debate e a construção de uma política pública por meio da qual poderemos fortalecer e valorizar a identidade da infância brasileira e sua inserção no contexto da nossa diversidade cultural.

O evento será realizado na Sala Vermelha do Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149 – próximo à estação do metrô Brigadeiro do Metrô). Mais informações pelo telefone: (11) 2168-1700.

Informações do SID/MinC

Mauro Mendonça lança biografia

Rio de Janeiro – O ator Mauro Mendonça lança sua biografia nesta segunda, 15, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, Rio, a partir das 20h.

Mineiro de Ubá, Mauro Mendonça estreou no palco profissional em 1956, com Sedutor, sob a direção de Eugenio Kusnet. Teve uma trajetória brilhante também no cinema, que lhe deu o Prêmio Air France e o Governador do Estado. Entre outros prêmios, Mauro tem dois Shell, dois APCA, o Governador do Estado e o Qualidade Brasil.

A trajetória de meio século do ator, reconhecido pelo perfeccionismo e pela obstinação, é relembrada no livro escrito pelo jornalista Renato Sérgio para a Coleção Aplauso. Mauro relembra de maneira não cronológica sua carreira e sua vida pessoal, fala de seu método de trabalho, do que pensa da vida e da profissão.

 

Patativa do Assaré é homenageado no Senado

Brasília – O poeta Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, recebeu várias homenagens no dia de ontem 3 de junho, no Senado Federal. O ano de 2009 marca seu centenário de nascimento.

Durante a Sessão Deliberativa, iniciada pouco depois das 14h, houve pronunciamentos de vários senadores e o lançamento do livro Patativa do Assaré – Poeta universal, organizado pelo senador Inácio Arruda. Às 18h30, aconteceu apresentação dos violeiros Roque José e Lindalva Dantas, dos emboladores de coco Elias Ferreira e Daniel Ramos dos Santos e do poeta Gonçalo Gonçalves no Auditório Senador Antonio Carlos Magalhães. Em seguida, foi exibido o documentário Patativa do Assaré – Ave Poesia, dirigido por Rosemberg Cariry.

Durante a Sessão, o cantor Fagner cantou Festa da natureza e Vaca Estrela e Boi Fubá ,da tribuna do Plenário, e disse que “só quem não sabe quem é Patativa do Assaré é a Academia Brasileira de Letras (ABL)”. O senador Mão Santa (PI) disse que a obra grandiosa do trovador dá a seu autor a legitimidade para ser chamado de “pai-d’égua”, ou seja, alguém de grande capacidade. Esse adjetivo ocorreu ao senador ao se lembrar de uma visita ao Ceará, em 1960, do já ex-presidente Juscelino Kubstcheck, quando foi saudado por um nordestino simples como “presidente pai-d’égua”.

O senador Eduardo Suplicy (SP) destacou que Triste Partida, do poeta cearense, é uma das canções preferidas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a considera uma das mais belas obras do cancioneiro brasileiro. A música, composta por Patativa de Assaré e gravada pelo cantor Luiz Gonzaga em 1964, marca a retirada de nordestinos para São Paulo, a exemplo do que ocorreu com Lula, que, aos sete anos de idade, saiu com a família de Caetés em busca de seu pai, que residia no estado. O filho de Patativa, Geraldo Gonçalves de Castro, também participou das homenagens ao pai, junto com o prefeito de Assaré, Francisco Evanderto Almeida.

O poeta – Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, nasceu no dia 5 de março de 1909, em uma pequena propriedade rural localizada no município de Assaré, no sul do Ceará.

Frequentou a escola por aproximadamente quatro meses, em 1921. Agricultor, em 1922 já atuava como versejador em festas, e a partir de 1925, quando comprou uma viola, deu início à atividade de compositor, cantor e improvisador. Em 1926 teve um poema publicado no Correio do Ceará. Seu primeiro livro, Inspiração Nordestina, seria lançado somente em 1956. Em 1978 publicou o livro Cante Lá que Eu Canto Cá, e em 1979 iniciou, com Poemas e Canções, a gravação de uma série de discos, entre os quais se destacam Canto Nordestino (1989) e 88 Anos de Poesia (1997). Faleceu em 8 de julho de 2002.

Documentário – A exibição do documentário Patativa do Assaré – Ave Poesia encerrou a homenagem. Filmado entre os anos de 1979 e 2006, o documentário foi finalizado em 2007. O filme do cineasta Rosemberg Cariry resgata a figura de Patativa, um autodidata que frequentou a escola apenas por poucos meses, mas aprendeu nos livros, nos cordéis, nos jornais e nas revistas a dominar a língua para, através dela, expressar o mundo de poesia que habitava dentro dele.

Além de mostrar o poeta, o filme mostra o trabalhador na roça e no cotidiano com a família e com os amigos. A história começa a ser narrada pelo fim: com imagens do velório de Patativa. A partir daí, Rosemberg percorre a vida do poeta, mostrando acontecimentos pessoais e históricos e destacando a relevância da obra poética do homem que nasceu Antônio Gonçalves da Silva, mas que foi imortalizado como Patativa do Assaré.

O documentário estreou em algumas praças no dia 22 de maio. Veja o trailer.

Informações da Agência Senado (Roberto Homem)

 

Chico Mendes em quadrinhos

Acre – o cartunista Ziraldo irá a Rio Branco e Xapuri lançar seu novo personagem, o Chiquinho, criado para difundir nas escolas do país a luta que o seringueiro Chico Mendes empreendeu em defesa da floresta amazônica.

A História de Chiquinho (30 páginas) foi ilustrado por dois de seus principais desenhistas, Ferreth e Wanderlei, e já circula no Rio com tiragem de 10 mil exemplares.

O livro foi idealizado por Elenira, filha de Chico Mendes que tinha apenas 4 anos de idade quando o pai foi assassinado em Xapuri em 22 de dezembro de 1988. A edição tem ainda a participação de duas acrianas: a poetisa Walquíria Raizer, que produziu o texto, e a jornalista Charlene Carvalho, que pesquisou a história.

Meio gordinho, com olhos grandes, cabelos lisos e negros pendendo sobre a testa, forma displicente ao se vestir, Chiquinho é um retrato fiel do verdadeiro Chico Mendes.

Ziraldo apresenta o livro: “Chico Mendes é um dos heróis do nosso tempo. A notícia de sua atuação na Amazônia, infelizmente, só chegou até nós, depois de sua morte, quando a nação inteira tomou conhecimento da luta árdua daqueles que têm hoje a alcunha gloriosa de ‘povos da floresta’. Agrada-me poder participar da tentativa de querer tornar mais presente a sua história e a história de seus companheiros na luta pelo respeito aos direitos das populações que vivem à sombra das gigantescas árvores da Floresta Amazônica. (…) Gostei de ter supervisionado a rapaziada e fiquei muito feliz ao ver o livrinho pronto. Espero que ele ajude os amigos de Chico Mendes e seus herdeiros de luta no grande esforço de tornar nosso país mais justo. Que as crianças brasileiras amem conhecer essa bela história contada, especialmente, para elas”.

Informações do jornal Página 20

 

Salão do Livro terá espaço maior

O aumento de quase 40% no número de visitantes no ano passado levou a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) a sair do Museu de Arte Moderna (MAM) e realizar a 11ª edição do Salão do Livro para Crianças e Jovens no Centro Cultural da Ação da Cidadania, na zona portuária do Rio. Em 2008, 50 mil pessoas visitaram a mostra.

O 11º Salão do Livro será realizado de 10 a 21 de junho. A parceria da fundação com a Ação da Cidadania abre a perspectiva de um trabalho de longo prazo, uma vez que um dos projetos prioritários do movimento, criado pelo sociólogo Herbert de Souza (Betinho) em 1993, é o Fome de Sonhos, destinado a incentivar a leitura.

A realização do evento no Centro Cultural da Ação da Cidadania permitirá que o Salão do Livro ofereça aos visitantes três bibliotecas, destinadas ao público infantil, juvenil e aos educadores, voltadas para a formação de leitores e a orientação de pais e professores. Além do seminário que ocorre a cada ano, serão oferecidas palestras aos visitantes.

A edição deste ano faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil e apresenta seis autores e ilustradores franceses de livros infanto-juvenis, todos já editados no Brasil. Cerca de 70 editoras participarão do evento, apresentando novos lançamentos para crianças e jovens.

Informações da Agência Brasil

 

Primeira Bienal do Livro do Acre começa nesta sexta

Rio Branco, capital do Acre, vai receber o maior evento literário realizado no Estado: a I Bienal da Floresta do Livro e da Leitura, que acontece entre os dias 29 de maio e 7 de junho, na Praça da Revolução Plácido de Castro e terá a presença de grandes nomes, como Ignácio de Loyola Brandão e Fábio Lucas.

Estão programadas diversas ações ligadas à literatura: debates com renomados escritores e jornalistas, mesas redondas, conferências e palestras, sessões de autógrafos, conversa com escritores, além de apresentações musicais e teatrais. Haverá também uma mostra de cinema que exibe filmes nacionais baseados na literatura brasileira como Dona Flor e seus dois maridos, de Jorge Amado, Vidas secas, de Graciliano Ramos, e Macunaíma, de Mário de Andrade.

O horário de funcionamento é das 9h às 11h30 e das 15h às 21h. A entrada é gratuita.

Informações de O Globo

 

Por maior acesso a livros em braile

O Brasil vai propor nesta terça, 26, um acordo internacional para permitir um maior acesso de cegos a livros em braile ou em qualquer nova tecnologia. A proposta será apresentada à Organização Mundial de Propriedade Intelectual em Genebra, mas pode levar anos para se transformar em realidade. A ideia do governo brasileiro é de que os direitos autorais sobre obras não sejam cobrados para que se possa editar livros para os deficientes visuais sem custos.

Atualmente, um dos maiores obstáculos é que a comercialização dos livros em braile fica restrita ao país onde foi publicado. O Brasil quer que os direitos autorais de um livro sejam suspensos para permitir que associações de cegos ou outras editoras publiquem o livro em versão acessível. O tratado ainda permitiria que o livro fosse exportado ou importado, sem restrições.

A proposta acontece no ano que marca o segundo centenário do nascimento de Louis Braille, inventor do código para a leitura dos cegos.

Informações de O Estado de S. Paulo

 

Quem foi seu Monteiro Lobato?

Acontece no próximo sábado, 18 de abril, Dia Nacional do Livro, a Blogagem Coletiva Quem foi seu Monteiro Lobato?.  A coletiva é uma proposta da Jorge Zahar Editor ao blog Fio de Ariadne.

A ideia é marcar a data, escolhida por ser o nascimento de Monteiro Lobato, e falar sobre o autor ou livro que incentivou seu gosto pela leitura. Se você tem um blog, participe e concorra a livros. A Jorge Zahar premiará os três melhores textos com títulos de seu catálogo. Quem não for escolhido, ainda tem chances de levar um dos três exemplares de Câmara Cascudo – 20 anos de encantamento, oferecidos pelo Memória Viva, que serão sorteados entre os participantes.

Veja mais detalhes no Fio de Ariadne.

::: Acompanhe as atualizações do Memória Viva pelo Twitter :::

Leite derramado

Já está à venda o novo romance de Chico Buarque, Leite derramado. O livro foi lançado pela Companhia das Letras, tem 200 páginas, duas opções de capa e custa R$ 36.

A escritora e professora da USP Leyla Perrone-Moisés apresenta a história de Leite derramado da seguinte maneira: “Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro atual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos”.

Ela diz ainda que “o texto é construído de maneira primorosa, no plano narrativo como no plano do estilo. A fala desarticulada do ancião, ao mesmo tempo que preenche uma função de verossimilhança, cria dúvidas e suspenses que prendem o leitor. O discurso da personagem parece espontâneo, mas o escritor domina com mão firme as associações livres, as falsidades e os não-ditos, de modo que o leitor pode ler nas entrelinhas, partilhando a ironia do autor, verdades que a personagem não consegue enfrentar”.

O autor, Francisco Buarque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro, em 1944. É cantor e compositor, publicou as peças Roda viva (1968), Calabar (1973), Gota d’água (1975) e Ópera do malandro (1979); a novela Fazenda modelo (1974) e os romances Estorvo (1991), Benjamim (1995) e Budapeste (2003). Chico conquistou por duas vezes o Prêmio Jabuti: de melhor livro, com Budapeste, em 2003,  e de melhor romance, com Benjamim, em 1991.

::: Acompanhe as atualizações do Memória Viva pelo Twitter :::