Janeiro de 2012

Uma biografia de Maria Bonita, todos os romances de Machado de Assis em hipertexto, livro sobre a história do design gráfico no Brasil, fechamento de livraria tradicional, chegada de nova editora ao país, as crônicas do jovem Drummond, a ruidosa despedida de Rita Lee dos palcos e uma foto até então inédita de Tim Maia de cuecas foram alguns dos principais assuntos em janeiro de 2012.

► Dois anos após inundação São Luiz do Paraitinga está 80% reconstruída – http://migre.me/7nabM

► Apenas sete habitantes vivem em cidade fantasma no sertão do Ceará – http://migre.me/7nzkk

► Romances de MACHADO DE ASSIS em hipertexto – http://migre.me/7oLX4

••► Poemas de GREGÓRIO DE MATOS em hipertexto. http://migre.me/7oLXG

► Centro histórico de Salvador entra na lista dos sítios do patrimônio mundial em risco. – http://migre.me/7okMD

► DC Comics lança obras de quadrinistas brasileiros. http://migre.me/7pdjJ

► Documentário celebra dez anos de Cidade de Deus. http://migre.me/7suwf

► Rainha do cangaço MARIA BONITA ganha estudo da neta em seu centenário. http://migre.me/7sUf1

► Polícia prende acusado de roubar óculos de LAMPIÃO após pedido de resgate. http://migre.me/7uASJ

► Após 40 anos, Livraria Camões anuncia fim das atividades. http://migre.me/7uBXG

► Bom momento do Brasil motiva chegada de editora portuguesa. http://migre.me/7wgEf

► Megalivro revê a história do design gráfico no Brasil. http://migre.me/7GxGx

► O despertar de CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE. http://migre.me/7DMnO

► As primeiras crônicas do jovem DRUMMOND. http://migre.me/7DMo8

► Secretaria de Segurança Pública de SP exalta “Revolução” de 64 em página oficial. http://migre.me/7HDZl

••► O CRUZEIRO, como grande parte da imprensa da época, apoiou e festejou o golpe de 64. http://migre.me/7HFsO

► Aos 88 anos, PAULO VANZOLINI, cientista e embaixador do samba paulista, ganha o devido reconhecimento. http://migre.me/7GrT0

► No dia 22 de janeiro, RITA LEE anuncia aposentadoria dos palcos durante show no Rio de Janeiro. http://migre.me/7DMmo
Dia 29 – Rita Lee é detida após show em Aracaju http://migre.me/7IBOI, mas foi logo liberada http://migre.me/7IBQ0
Dia 30 – Marido de Rita Lee lembra prisão de 1976 e ajuda de Elis Regina. http://migre.me/7KCST
Dia 31 – Governador de Sergipe diz que não vai processar Rita Lee. http://migre.me/7KCSk

► Quase 14 anos depois de sua morte, surge uma foto de TIM MAIA apenas de cuecas e camisa rasgada. A imagem se espalha pelo Facebook e logo é censurada pelos “procuradores de Tim Maia”. Sandro Fortunato, editor do Memória Viva, comenta em seu blog no texto Retrato do Grão-Mestre Varonil » http://migre.me/7IMjf

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 Falecimentos

► 03/01 – Morre a poeta e militante BEATRIZ RYFF. http://migre.me/7oySR

► 15/01 – Morre, aos 91 anos, SEU TEODORO um dos mestres da cultura popular do Distrito Federal. http://migre.me/7ylzl

► 16/01 – Escritor BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS morre aos 66 anos. http://migre.me/7yJcw

► 16/01 – Morre em São Paulo diretor de teatro FERNANDO PEIXOTO. http://migre.me/7yjJC

► 17/01 – Morre a cantora CARMINHA MASCARENHAS. http://migre.me/7zrDr

► 30/01 – Cineasta LINDUARTE NORONHA morre em hospital de João Pessoa. http://migre.me/7JQd6

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Efemérides, homenagens e destaques do Memória Viva

01/01 – 86 anos de MARIA DELLA COSTA
••► Álbum com 15 fotos da atriz » http://migre.me/7mTkc

06/01 – 414 anos da Fortaleza dos Reis Magos em Natal (RN)
••► Veja álbum especial preparado pelo Memória Viva » http://migre.me/7qJSW

9/01 – 92 anos do nascimento de JOÃO CABRAL DE MELO NETO
► JOÃO CABRAL recitando trecho de Morte e Vida Severina . http://migre.me/7suuZ
Morte e Vida Severina em desenho animado. http://migre.me/7suvz

••► [na íntegra] Entrevista de CLARICE LISPECTOR a´O Pasquim (1974) http://migre.me/7wuWG

••► 18/01 – 78 anos do nascimento de MAURO GONÇALVES, o ZACARIAS » http://migre.me/7AjAj

19/01 – 30 anos da morte de ELIS REGINA
► “Geniosa”, “exigente” e “kamikaze”, ELIS REGINA morria há 30 anos. http://migre.me/7AvQe
► ELIS REGINA: uma “garimpeira” da música brasileira. http://migre.me/7AvRp
► Para historiadora, ELIS REGINA representa uma síntese da MPB. http://migre.me/7AvS0
► A falta que ELIS faz. http://migre.me/7AvSs
► Aniversário de morte de ELIS REGINA vai render lançamentos e reedições. http://migre.me/7AvSN
► Mostra multimídia marca os 30 anos da morte de ELIS REGINA. http://migre.me/7yjJV
► Discos e livros lembram vida e músicas de ELIS REGINA. http://migre.me/7yjKw

19/01 – 70 anos do nascimento de NARA LEÃO
► A lição de NARA: não é preciso gritar para fazer barulho. http://migre.me/7AsKe
► Site oficial de NARA LEÃO » www.naraleao.com.br
••► NARA LEÃO em 17 momentos » http://migre.me/7AuUL
••► [na íntegra] Entrevista de NARA LEÃO a’O Pasquim (1969) » http://migre.me/7AsKu

► Em 20/01/1866 nascia EUCLIDES DA CUNHA. Baixe Os Sertões e outras obras de sua autoria. http://migre.me/7Bi2D

► Em 20/01/1951 era inaugurada a TV TUPI do Rio de Janeiro. Baixe o livro que conta sua história. http://migre.me/7Bidu

22/01, 35 anos sem MAYSA.
••► MAYSA em entrevista a’O Pasquim (julho de 1969) » http://migre.me/7KI8x

25/01 – 85 anos do nascimento de TOM JOBIM
► Documentário musical abre o ano TOM JOBIM nos cinemas. http://migre.me/7zsmP
••► TOM JOBIM em 20 fotos » http://migre.me/7Fzrr

25/01 – 458 anos de SÃO PAULO
••► SÃO PAULO ANTIGA – 38 imagens dos séculos XIX e XX » http://migre.me/7FEM1
► Conheça SÃO PAULO por meio de suas ruas (anos 50, 60, 70 e 80) http://migre.me/7ECyt
••► 50 fotos para mostrar que SÃO PAULO continua linda no século XXI. » http://migre.me/7FPJa

► 27/01 – WALDIR AZEVEDO, 89 anos – www.waldirazevedo.com.br

► 30/01 – Centenário de HERIVELTO MARTINS será comemorado em poucos eventos. http://migre.me/7Jzlk

 

Os Últimos Compassos de Dircinha Batista

Cinebiografias estão em alta. Principalmente as de cantoras. A tendência ganhou força com Piaf – Um Hino ao Amor (2007), um filme não americano que concorreu a três categorias no Oscar e levou duas; uma delas, a de melhor atriz. No Brasil, onde a televisão é mais poderosa que o cinema, o fenômeno migrou para as telinhas. Maysa – Quando Fala o Coração (2009) e Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor (2010) fizeram bastante sucesso, mas ninguém tentou levar a história de uma grande cantora brasileira para o cinema. Não até agora.

Os Últimos Compassos, filme dirigido por Dimas Oliveira Junior, vai mostrar uma parte da vida de Dircinha Batista, a primeira Rainha do Rádio. Irmã da também cantora Linda Batista, Dircinha marcou época no rádio e no cinema e sentiu na pele como a falta de memória do brasileiro pode ser cruel. O filme de Dimas pretende reparar essa injustiça.

Dividida entre a loucura de seu amor pelo locutor Carlos Frias e a relação possessiva de sua mãe, Dircinha Batista ainda tinha que enfrentar e suportar uma relação tempestuosa com a irmã, Linda Batista.  Sua personalidade frágil não aguentaria essa situação de competição profissional entre ambas por muito tempo. A disputa era abafada pela imprensa que sempre apresentava uma ótima relação entre as irmãs. Dircinha e Carlos Frias tentam por diversas vezes manter o romance complicado, mas as constantes ameaças da mãe fazem com que a relação termine de vez. Cansado da situação e da permanente pressão familiar, Frias decide deixar Dircinha e se casar com uma atriz de teatro. A cantora prossegue em sua carreira, sua popularidade é imensa, mas a felicidade pessoal não existia mais e Dircinha Batista caminha para a autodestruição.

O filme estreará no dia 7 de abril, no Cine Olido, em São Paulo. A atriz e cantora Rosy Aragão representa Dircinha. Carlos Frias é vivido por Marcelo Schmidt. Os Últimos Compassos tem roteiro de Erkah Barbin e Dimas Oliveira Junior.

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Memória Viva conversou com o diretor Dimas Oliveira Junior para saber mais detalhes.

Como surgiu seu interesse pela história de Dircinha Batista?
Conheci Dircinha Batista pessoalmente, em 1987. Antes disso, sempre tive uma grande paixão por ela, como cantora, mesmo podendo dizer que não é uma cantora de minha geração, pois tenho 52 anos hoje, mas Dircinha sempre me emocionou muito. Quando a conheci, já internada e, uma clínica de repouso, consegui ganhar sua amizade e tivemos um bom relacionamento até sua morte.

E quando teve a ideia de fazer o filme?
Nunca me conformei com o quadro que vi naquela clínica. Aquele ídolo abandonado por todos, por amigos, companheiros, público, mídia. Isso sempre me revoltou. E jurei que iria sempre divulgar o nome de Dircinha. Quando conheci a atriz Rosy Aragão, em 2007, vi que tinha encontrado a intérprete ideal para fazer Dircinha. A partir disso, comecei a produção do filme.

Fale um pouco sobre o roteiro.
O filme inicia em 1999, ano da morte da Dircinha, quando o personagem central, o jornalista interpretado por Luiz Araújo, vai buscar respostas da vida de Dircinha Batista junto a ex-companheiros dos anos 50. A partir disso, o filme caminha para 1946, 1950, 1952… sempre com ligações no ano de 1999. O roteiro é de Erikah Barbin, uma excepcional profissional, atriz e drmaturga, que se apaixonou pela ideia do filme. Todo o material de pesquisas, eu forneci a ela. O ator Marcelo Schmidt, que interpreta o grande amor de Dircinha, o locutor Carlos Frias, também colaborou imensamente para cenas do roteiro. Foi um trabalho de paixão de todos os envolvidos. Tive muita dificuldade em gravar certas cenas, principalmente as que mostram Dircinha Batista na clínica de repouso. Por ter vivido aquela situação, foi difícil controlar a emoção.

Rosy Aragão também é cantora. É ela quem canta no filme?
Tomei o cuidado de utilizar os fonogramas originais de Dircinha para não perder a fidelidade histórica. As músicas do filme foram todas remasterizadas para garantir uma boa qualidade.

Você tem uma vasta experiência em documentários para TV. Com o crescente interesse de produções do gênero pela TV, você não pensou em partir para um trabalho desse tipo e atingir um público maior?
Acho que seria uma minissérie fantástica, mas cada vez que precisamos apresentar um trabalho ou um projeto na TV, existe uma canseira muito grande e um descaso maior ainda. Então, decidi por um filme para cinema, pois estou livre para ir a festivais nacionais e internacionais. Nosso plano é mandar o filme legendado para Cannes. Acredito que depois de pronto e exibido, o filme possa ser uma apresentação, um piloto de uma minissérie. Se alguma emissora tiver interesse, encaramos o desafio. Queremos mostrar nosso trabalho, e sobretudo, resgatar a memória nacional. O filme também faz referências importantes à política da época, personalidades artísticas que fizeram parte da Urca e muito mais.

Você tem uma preocupação com a memória e a história. De onde vem isso?
Nasci com o passado em minha vida. Sempre consegui assimilar o passado mais do que o presente. Não sei o que deve ter acontecido, mas para mim é muito natural o passado. Ele é hoje! Tenho uma identificação muito intensa com isso. Tenho dificuldades com o presente. Quando me chamam pra um trabalho atual, tenho que fazer laboratório, conversar com pessoas e conhecer os dias de hoje. Estranho isso.

Algum motivo especial para o lançamento no Cine Olido? Depois, entrará em circuito comercial?
O motivo de ser no Olido é que quando eu estava procurando um local para a estreia, nao tive muita atenção de outros espaços. No Olido, tive uma recepção fantástica. Eles ficaram muito interessados pelo tema do filme. Senti que aconteceu uma reação de amor ao filme. Circuito comercial, somente depois da ronda nos festivais. Pretendemos lançar em DVD até o segundo semestre. A Smart Videos cuidará de toda a parte de distribuição. A data de 7 de abril é devido ao aniversário de Dircinha. Se fosse viva, ela estaria completando 89 anos.

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Veja cenas do making of de Os últimos Compassos.



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Obra póstuma de Sílvio Barbato é lançada nesta terça

Será lançada nesta terça-feira, 9 de fevereiro, às 12h30, em Brasília, a publicação Valores da Música, obra póstuma de autoria do maestro Sílvio Barbato. A cerimônia contará com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e será realizada no Salão de Eventos da Confederação Nacional da Indústria (SBN Quadra 1, Bloco C, Ed. Roberto Simonsen).

A iniciativa do Serviço Social da Indústria (Sesi) reúne um conjunto de cadernos técnicos desenvolvidos pelo regente e compositor brasileiro para atender ao disposto na Lei nº 11.769/2008, que tornou obrigatório o ensino da música nas escolas públicas do país.

O material didático, composto de livro e de vídeos, será disponibilizado gratuitamente, por meio digital e impresso. Em uma linguagem fácil, é contada a história da música, listados os principais instrumentos musicais, explicado como proceder à leitura de partituras e outras lições.

O maestro Sílvio Barbato figurava entre os passageiros do voo 447 da Air France que, em maio do ano passado, se acidentou durante o trajeto Rio-Paris. Dentre suas funções de destaque, foi regente das Orquestras Sinfônicas do Teatro Nacional de Brasília e do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Informações da Assessoria de Imprensa do Sesi/CNI
e Comunicação Social/MinC

Morre o cantor Pena Branca

São Paulo – O cantor sertanejo José Ramiro Sobrinho, conhecido como Pena Branca, morreu aos 70 anos no início da noite da segunda-feira, 8 de fevereiro. Ele passou mal em casa, no bairro do Jaçanã, zona norte de São Paulo, e foi encaminhado às pressas ao pronto-socorro do São Luiz Gonzaga (PS Jaçanã), onde faleceu às 18h10.

José Ramiro nasceu em 1939 em Igarapava, interior de São Paulo, e foi criado em Uberlândia, Minas Gerais. Iniciou sua carreira artística em 1961, fazendo dupla com Xavantinho, seu irmão, que morreu em 1999. Há dez anos, ele seguia carreira solo. Em 2001, recebeu o Grammy Latino de melhor disco sertanejo por Semente Caipira, trabalho idealizado quando Xavantinho ainda era vivo.  Seu segundo disco solo, lançado em 2002, recebeu o nome de Pena Branca Canta Xavantinho e tem músicas de vários compositores.

O velório e o enterro serão realizados no cemitério Parque dos Pinheiros.

Informações da Folha Online e Estadão

Veja trecho do programa Ensaio com Pena Branca e Xavantinho gravado em 1991 pela TV Cultura.



Nara Leão no “De Lá Pra Cá”

O programa De Lá Pra Cá desta segunda, 1º de fevereiro, relembra a história da considerada musa da Bossa Nova, a cantora Nara Leão, que foi também uma artista engajada na luta contra a ditadura. Imagens marcantes de sua vida estarão no programa, que mostrará um pouco das facetas dessa cantora que morreu precocemente há 20 anos.

Aos 12 anos, Nara teve suas primeiras aulas de violão. Mais tarde, ficou conhecida como a grande dama da música brasileira. Uma das principais personagens de um momento em que a música popular adquiria novas formas e se tornou conhecida internacionalmente, ela se destacou como intérprete. Ao mesmo tempo, abriu caminhos para Chico Buarque, Martinho da Vila, Edu Lobo, Paulinho da Viola, Maria Bethânia, Fagner entre outros. E surpreendeu a todos nos anos 60, ao resgatar o samba de morro no seu disco de estreia Nara.

O programa ouviu o biógrafo Cássio Cavalcante, escritor cearense, que pesquisou oito anos para lançar o livro Nara Leão – A Musa dos Trópicos. Erasmo Carlos, que conviveu com a cantora, vai contar casos da época da Jovem Guarda e dá uma canja com a música Meu Ego, de sua autoria, gravada por Nara Leão. Outra entrevistada é Fernanda Takai que, a convite do jornalista Nelson Motta,  gravou um CD só com sucessos de Nara Leão.

O programa convidou ainda Carlinhos Lyra. que comentará o clima daqueles anos 50 e da vontade da rapaziada de Copacabana de inventar uma música nova e condizente com os tempos que o Brasil vivia. O compositor e cantor Martinho da Vila também vai falar sobre Nara.

De Lá Pra Cá vai ao ar hoje, às 22h, na TV Brasil e também pode ser assistido pela web nos seguintes endereços: www.tvbrasil.org.br e www.tvu.ufrn.br (em tela cheia).

O programa será reprisado no próximo domingo, 7 de fevereiro, às 18h.

Zabé da Loca e Zé de Cazuza no “Metrópólis”

O programa Metrópolis, da TV Cultura, exibe, a partir desta segunda, 1º de fevereiro, às 21h35, na TV Cultura, uma série de reportagens sobre a cultura popular da cidade de Monteiro, sertão do Cariri, na Paraíba.

O programa apresenta a origem da cidade histórica, com casarios de mais de cem anos e depoimentos marcantes de personagens locais pitorescos. Caso de Zabé da Loca (foto), uma mulher que morou durante 25 anos dentro de uma pedra e criou seus filhos praticamente sem recursos. Aos sete anos, aprendeu a tocar pífano e hoje faz shows pela cidade.

A matéria traz outra figura bem conhecida na região: Zé de Cazuza, considerado o computador do Nordeste. Ele guarda em sua memória mais de 20 mil poemas que só existem no “hd de seu cérebro”. Lenda viva na região, Zé declama poemas, faz prosa e conta histórias da cidade de Monteiro. Já editou um livro – Poetas Encantadores –, no qual ele colocou poesias e declamações dos principais poetas do sertão do Cariri.

Informações da TV Cultura

Discos de Raul Seixas e Legião Urbana serão relançados

Os discos gravados por Raul Seixas (1945 – 1989) na Philips ganharam nova edição. Chamada 10.000 Anos à Frente, a caixa embala seis álbuns lançados originalmente entre 1973 e 1977. Entre os títulos, há Krig-Ha-Bandolo, de 1973, Gita (74) e Novo Aeon (75).

Segundo informações da EMI, os discos da Legião Urbana serão relançados em vinil. Sem data de lançamento, mas a promessa é de que sejam lançados ainda este ano. Os quatro primeiros álbuns da Legião Urbana foram lançados originalmente em vinil: Legião Urbana (1985), Dois (1986), Que País É Este? (1987) e As Quatro Estações (1988).

Além deles, voltam ao mercado os discos V (1991), O Descobrimento do Brasil (1993), A Tempestade (1996) e Uma Outra Estação (1997). O relançamento dos álbuns ao vivo ainda está em estudo.

Informações de O Dia online e JB Online

Herivelto Martins

Nasceu no dia 30 de janeiro de 1912, no Distrito de Rodeio (atualmente Município de Engenheiro Paulo de Frontin), no Rio de Janeiro. Ainda menino, trabalhou na confeitaria do pai, Félix Bueno Martins, foi caixa de um botequim e contabilista numa loja de móveis. Aos 18 anos, mudou-se com a família para São Paulo. Não se adaptou e mudou para o Rio de Janeiro. Foi morar em uma pensão com seu irmão Hedelacy e mais seis pessoas.

Com o irmão, aprendeu o ofício de barbeiro e acabou indo parar em uma barbearia no Morro de São Carlos, onde conheceu o compositor José Luiz Costa, o Príncipe Pretinho, que o apresentou a seu futuro parceiro, J. B. de Carvalho, do conjunto Tupy. Herivelto mostrou a J.B. sua primeira composição, Da cor do meu violão, e este a gravou, em 1932.

Entrou para o conjunto de J.B. e conheceu Francisco Sena, com quem formaria a dupla Preto e Branco. Ainda em 1932, conheceu sua primeira mulher, com quem teve dois filhos: Hélcio e Hélio. Em 1935, Sena faleceu e Herivelto formou nova dupla com Nilo Chagas. No ano seguinte, o casamento terminou e Herivelto conheceu Dalva de Oliveira. Em 1937 nasceu Pery Ribeiro, que viria a ser cantor, e em 1940, Ubiratã.

No fim da década de 1940, acaba o casamento e o Trio de Ouro, formado pelo casal e Nilo Chagas. O Trio deixou 22 discos e seis aparições em filmes nacionais. Inspirado pela dor da separação, Herivelto escreve belas canções retratando seu momento. Começa o duelo musical com Dalva. De um lado, Herivelto e David Nasser; de outro, Dalva, com letras e músicas de Ataulfo Alves, Nelson Cavaquinho, Mário Rossi, J. Piedade e Marino Pinto.

Tudo começou com o samba Cabelos Brancos, respondido por Dalva com Tudo acabado. Seguiram-se Caminhemos, Quarto Vazio, Caminho Certo e Segredo, de Herivelto; rebatidas por Calúnia, Errei sim e Mentira de Amor, cantadas por Dalva.

Em 1950, Herivelto formou um novo trio. Seriam várias formações até a década de 80. Em 1952, casou-se com a terceira esposa com quem teve três filhos.

Herivelto Martins faleceu aos 80 anos, em setembro de 1992, em consequência de uma embolia pulmonar.

Informações de Anna Vachianno,
curadora da exposição As estrelas Dalva de Oliveira e Herivelto Martins

Veja Herivelto Martins cantando Ave-Maria no Morro com seu filho Pery Ribeiro.



Dalva de Oliveira

A Rainha da Voz nasceu Vicentina Paula de Oliveira, em 5 de maio de 1917, em Rio Claro, estado de São Paulo. Foi a primeira das quatro filhas do casal Alice do Espírito Santo e Mário Carioca. A família vivia de forma modesta, mas feliz. Após a morte do pai, a vida foi bem mais dura. Vicentina passou por um orfanato, foi arrumadeira, babá, costureira e ajudante de cozinha, até conseguir um emprego de faxineira em uma escola de dança, onde havia um piano. Cantando e improvisando após o expediente, conseguiu integrar um grupo musical ao ser ouvida por um professor. O grupo durou pouco e a jovem procurou fazer um teste na Rádio Mineira, em Belo Horizonte. Foi aprovada e, por sugestão do maestro pianista Antônio Zovetti, adotou o nome Dalva de Oliveira.

A carreira profissional começou por volta de 1934, na Rádio Ipanema, no Rio de Janeiro. Na mesma época, começou a trabalhar no Teatro Cancela, onde conheceu Herivelto Martins, que cantava na dupla Preto e Branco. Logo passou a cantar com eles.

Dalva de Oliveira e a Dupla Preto e Branco, como passaram a se chamar, foram batizados como Trio de Ouro no programa de Cesar Ladeira, na Rádio Mayrink Veiga. Passaram pelos rádios Tupi, Clube e pelo Cassino da Urca. No final dos anos 30, Dalva e Herivelto já estavam juntos.

Em 1947, o fim do casamento foi manchete em todos os jornais e provocou uma polêmica musical jamais acontecida no Brasil. Em 1949, o Trio de Ouro era desfeito e Dalva partia para carreira solo. Em 1950, Dalva e Herivelto passariam a discutir e se acusar mutuamente pelo fracasso do casamento através de músicas: Tudo acabado, Que será e Errei sim. Mais sucesso na carreira profissional, mais problemas na vida pessoal.

Em agosto de 1965, Dalva sofre um acidente. Recupera-se, volta a cantar, mas os tempos eram outros. Ela se afasta para retornar somente em 1970 e estourar com Bandeira branca, marcha-rancho de Max Nunes e Laércio Alves. Em 1972, morre de uma hemorragia no esôfago.

Informações de Anna Vachianno, curadora da
exposição As estrelas Dalva de Oliveira e Herivelto Martins

Abaixo, Dalva interpreta Estrela do Mar (vídeo) e Que será (áudio)








Gal Costa é homenageada no Projeto Outras Bossas

myrlla.jpgBrasília – O Projeto Outras Bossas – Grandes Intérpretes homenageia esta semana um dos maiores nomes da MPB, a cantora Gal Gosta. Hoje, 9 de outubro, é a última oportunidade para ver o show no Café Cultural, ao lado da CAIXA Cultural Brasília.

Para interpretar as canções, a artista convidada é Myrlla Muniz (foto), revelada profissionalmente nos festivais de música de seu estado, o Ceará. Myrlla será acompanhada por seu conterrâneo, o violonista Marcílio Homem. A apresentação começa às 19h e tem entrada franca.

SERVIÇO
Projeto Outras Bossas – Grandes Intérpretes
Sexta, 9 de outubro, às 19h
Show de Myrlla Muniz e Marcílio Homem em homenagem a Gal Costa
No Café Cultural – SBS Qd 4 lotes 3/4, ao lado da Caixa Cultural Brasília
Entrada franca, sem cobrança de couvert
Classificação etária: Livre
Mais informações: (61) 3206-9448