Hebe na “Playboy”

Revista Playboy, fevereiro de 1987: “(…) com seu bom humor, suas gafes históricas, sua malícia ou sua aparente inocência de Branca de Neve que chora e ri à toa, Hebe Camargo tem entre seus orgulhos o de ter apresentado Chico Buarque pela primeira vez na TV e o de ter aberto câmaras e microfones, em plena censura, para perseguido políticos, como Plínio Marcos.

Hebe havia estreado no SBT há menos de um ano quando deu esta entrevista em que fala sobre amores secretos, cantadas de políticos (até de presidente!), sexo e, claro, televisão.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui e baixe o arquivo em PDF.

Hebe em “Realidade”

Depois que voltei do Vietnam com certa marcada guerra, fui levado a comparecer a vários programas de televisão. Quando me convidaram para o Hebe, um amigo se adiantou:
– Recuse, recuse. Ela vai acabar dizendo que sua perna “é uma gracinha”…
O pessoal da revista achou eu devia ir, eu fui. (…) estava pronto para engrossar à primeira provocação.”

É assim que José Hamilton Ribeiro inicia sua matéria sobre Hebe Camargo na edição 44, de novembro de 1969, na revista Realidade. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui e baixe o arquivo em PDF.

Lembranças do Andraus e do Joelma

Fevereiro parece ser o mês dos grandes incêndios. Há alguns que jamais esqueceremos, como os dos edifícios Andraus (24 de fevereiro de 1972), Joelma (1º de fevereiro de 1974), Grande Avenida, (14 de fevereiro de 1981), todos em São Paulo. Em 1986, também em fevereiro, seria a vez do edifício Andorinha, no Rio. Os incêndios do Andraus e do Joelma completaram, respectivamente, 40 e 38 anos neste fevereiro de 2012. O Andraus deixou 330 feridos e 16 mortos. No Joelma, foram 189 mortos e mais de 300 feridos.

Algumas pessoas podem se perguntar: “Por que lembrar essas tragédias?”. A resposta é simples: para evitar que novas aconteçam. Quatro décadas depois desses grandes incêndios, há mais prédios, mais altos, mais concentração de pessoas. Também há mais tecnologia para prevenir e combater, mas nada parece ser suficiente. Só para citar alguns de fevereiro de 2011: o de uma loja de roupas na Sé, em São Paulo; de um prédio em Taubaté (SP); e o da Cidade do Samba, no Rio de Janeiro.

Para lembrar os incêndios do Andraus e do Joelma, convidamos o historiador Wilson Natal, que viu in loco o primeiro.

ANDRAUS – 24 de fevereiro de 1972


Parecia um dia como outro qualquer… Na rua, o sol. E um calor que mordia a pele. Dia quente. Muito quente!

O povão, suando em bicas, ia e vinha pelas ruas exibindo camisas com os colarinhos ensopados, costas e sovacos molhados. Lenços saíam dos bolsos para “dar adeus” ao suor de testas. Eu, no escritório, sentado à minha escrivaninha, olhava pela janela, admirando a cúpula de poluição que dava uma coloração amarronzada ao céu. A coisa estava braba.  (…)

Passou um tempo e o chefe veio até a minha mesa. Entregou-me um cheque em branco e uma folha com três textos breves. Era coisa particular do patrão. Eu deveria ir às “Folhas”, mandar publicar aqueles textos nos anúncios classificados.  Peguei a pasta, o cheque e o texto e sai. Na porta do prédio senti aquela sensação de estar entrando em uma fornalha. A cidade derretia, eu também. Mais próximo da Rua Direita que da Praça Antonio Prado, optei pela Direita. Saí da Rua Álvares Penteado e rumei para o Viaduto. Ia resmungando comigo mesmo: “Calçadas deveriam ser rolantes e cobertas”.

Parecia um dia como outro qualquer, mas não foi…

Os quase quarenta anos que me distanciam do dia 24 de fevereiro de 1972, não me fizeram esquecê-lo. Foi o choque que se transformou em trauma. Jamais havia visto um incêndio de grandes proporções, “ao vivo e a cores”. (…)

A sessão de anúncios da Folha parecia a casa da mãe Joana. Muito abafado, muita gente e muito falatório.  Espera que espera. De repente, um cheiro – como dizíamos à época – de corno queimado – começou a impregnar o ambiente. O negócio era esperar. Não sairia dali sem ser atendido…  Guardava os comprovantes na minha pasta quando de repente, um boy enlouquecido entrou correndo, gritando para todos:

–  “Gente, o Andraus está pegando fogo!”

Rimos dele. Só podia ser piada. E a gente não ia cair nessa! Mas o boy insistia: “Né brincadeira, não!” Enquanto ele falava, ouvimos o estardalhaço de sirenes e o barulho das inconfundíveis sirenes do Corpo de Bombeiros.

Saí da Folha e vi uma multidão andando apressada pela rua e carros fazendo manobras de retorno. Segui pela Barão de Limeira, esgueirando-me entre as pessoas, em direção à Praça Julio de Mesquita. Olhei para o alto e vi o negrume da fumaça no céu. Sentia um cheiro forte e sufocante de materiais incinerados.

Consegui chegar até a Praça, mas a Barão estava fechada com uma corda de isolamento. Dali, vi o Andraus sendo consumido pelas chamas. Estalava, enquanto as línguas de fogo que pareciam ter vida própria avançavam para o topo. Ferragens, vidros, reboco despencavam em meio à Av. São João. Uma fumaça densa e negra brigava com as chamas e, as duas, envolviam o edifício. Uma garoa fina, provocada pelas mangueiras de alta pressão chegava até mim, assim como o bafo quente daquele fogo que devorava o monólito.

Olhando para o alto, vi no topo do edifício um grupo de pessoas. Cai na realidade. Havia vida naquele prédio! Tinha gente dentro dele! Entrei em pânico. Fui tomado por uma vertigem que quase me fez cair. Respirei fundo e tentei sair daquele estado de ansiedade, impotência e desespero. Minha mente desviou o meu olhar fixado no alto e o direcionou para o térreo. Vi então que a Pirani não mais existia. Pensei: “Adeus, oferta especial da vitrola Phillips”… Um simples pensamento tão fútil, banal fez com que eu me recompusesse. Não podia fazer nada para aliviar aquela situação terrível, a não ser rezar.

Fiquei lá, olhando o trabalho magnífico dos bombeiros que, com toda aquela estratégia de salvamento que me parecera nova até para eles mesmos, trabalhavam alheios ao barulho ensurdecedor do helicóptero, que tentava pousar no teto do prédio.

Quanto tempo eu fiquei por lá, vagando, olhando? Quantas horas? Não sei. Sei que foi uma eternidade. Cheirando à fumaça, coberto de partículas de cinza, voltei ao escritório e de lá fui para a minha casa. Fui pensando na fragilidade da vida humana e nos porquês existenciais… Por que o Andraus, um prédio tão novo?

Os jornais, a TV e o rádio explicaram. Não fosse o incêndio do Andraus, teríamos hoje muitos casos de “morte anunciada”. Mas não foi bem assim. Outra tragédia estava por vir…

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JOELMA – 1º de fevereiro de 1974


Eu estava “de molho”, curtindo uma quarentena por conta de uma doença. Naquele dia, pela manhã, depois do café, fui para o jardim tomar um pouco de sol. Fiquei lá por um tempo e entrei. Fui para a sala fazer companhia a vovó que crochetava ao mesmo tempo em que assistia ao programa matinal da Clarice Amaral, na TV Gazeta.

Estava prestes a levantar para pegar um livro quando Clarice interrompe o bloco e avisa: “Gente, um edifício está pegando fogo no centro da cidade.” Rápido, cortam a imagem do estúdio e uma câmera externa, no alto do prédio da Gazeta, debruça-se sobre a Nove de Julho. Ao longe, rolos de fumaça elevando-se em direção ao céu.

Quase nove horas da manhã do dia primeiro de fevereiro de 1974, começava o drama do Edifício Joelma.

Fui até o televisor e comecei a girar o seletor de canais em busca de mais informações. A Tupi, Record, Globo, em edição extraordinária, falavam do incêndio. E todas, em poucos minutos, estariam transmitindo ao vivo do local.

Eu estava abismado! A memória traumática do incêndio do Andraus trouxe de volta o cheiro da fumaça e lembranças tristes. Pensava: “Então, nada foi feito? E todo aquele estardalhaço sobre medidas mais rígidas, fiscalizações menos espaçadas dos edifícios e multas pesadas? E aquela história de aparelhar melhor o Corpo de Bombeiros, de renovar a frota? No que deu aquela história de se construir escadas de emergência externas?”

A cada imagem, comecei a perceber que a tragédia do Andraus, vista com os meus olhos, dava-me apenas a dimensão do todo. E que a tragédia do Joelma vista pela TV, detalhava em takes o drama das pessoas acuadas pelo fogo e pela fumaça.

Pelo televisor, vi, como se lá estivesse – e por toda a parte -, o desenrolar do drama. Bombeiros estarrecidos pela falta de água que os impediam de cumprir o dever, escadas que não alcançavam os andares superiores, o helicóptero que em mil manobras tentava um ponto de apoio para o salvamento. E pessoas. Pessoas em estado de choque, espremidas nos vãos, no alto do edifício, fustigadas pela fumaça, fogo e calor; tentativas vãs de descer para o andar inferior, bombeiros intoxicados pela fumaça.

Na TV, as vozes em off dos repórteres que estavam no local pediam às pessoas das imediações que levassem leite, muito leite e água mineral.

No solo, começaram a aparecer as faixas e cartazes pedindo calma. Por megafones, bombeiros e policiais gritavam a plenos pulmões para que todos mantivessem a calma, que o incêndio estava dominado.

De repente, alguém se jogou do prédio. Logo, mais um… Depois outro… No solo, em um canto, amontoavam os corpos à espera do rabecão. As pessoas solidárias desmaiavam, choravam, imploravam para que ninguém mais se jogasse. E o desespero daqueles que, em pânico, estavam no alto do prédio.

Quatro horas de inferno foi o quanto durou o sinistro incêndio do Joelma. Quatro horas em que os bombeiros driblaram a precariedade dos meios de combate ao fogo e improvisaram com maestria, técnicas que salvaram muitos. Difícil foi a tarefa dos bombeiros! Apagar as chamas, retirar os feridos e carregar os mortos. Quatro horas, 345 feridos e 189 mortos… Três dias para o rescaldo e busca de novos corpos; uma semana ou mais de perícia e retirada de escombros.

E o Joelma virou lenda urbana. Policiais que vigiavam o interior prédio confessaram “que ouviam gritos desesperados e saíam a procurar sem encontrar nada”. Alguns revitalizaram a lenda de Anhangá – espírito do mal, que mora no Vale, responsabilizando-o pelos suicídios das pessoas nos Viadutos (Chá e Santa Ifigênia), pelo famoso crime do poço (acontecido no local onde está o Joelma). Falavam de fantasmas vagando pelos andares do prédio. Outra corrente culpava o mês de fevereiro por ser nefasto.

E virou lenda urbana a “providência radical que a Prefeitura iria tomar”. Virou piada também.

Não sei se a Prefeitura fez pouco ou nada, ou se o mês de fevereiro é “fogo” mesmo. Mas sei que a 14 de fevereiro de 1981, o Edifício Grande Avenida pegou fogo. Era sábado de carnaval.

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O programa Linha Direta Mistério, da Rede Globo, mostrou a história do incêndio do Joelma e as lendas que cercam a tragédia. Pode ser visto na íntegra, no YouTube, começando pelo vídeo a seguir.

 

Kaddhafi em “Realidade”

Líder incontestável da Líbia, um dos países mais ricos do mundo, um coronel de pouco mais de trinta anos faz a revolução com base na lei de Maomé. Assim era apresentado Muammar Kaddhafi na reportagem de Nello Ajello, da revista italiana L’Espresso, publicada no Brasil por Realidade, edição 90, de setembro de 1973.

Para baixar a reportagem completa, clique aqui.

Os Últimos Compassos de Dircinha Batista

Cinebiografias estão em alta. Principalmente as de cantoras. A tendência ganhou força com Piaf – Um Hino ao Amor (2007), um filme não americano que concorreu a três categorias no Oscar e levou duas; uma delas, a de melhor atriz. No Brasil, onde a televisão é mais poderosa que o cinema, o fenômeno migrou para as telinhas. Maysa – Quando Fala o Coração (2009) e Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor (2010) fizeram bastante sucesso, mas ninguém tentou levar a história de uma grande cantora brasileira para o cinema. Não até agora.

Os Últimos Compassos, filme dirigido por Dimas Oliveira Junior, vai mostrar uma parte da vida de Dircinha Batista, a primeira Rainha do Rádio. Irmã da também cantora Linda Batista, Dircinha marcou época no rádio e no cinema e sentiu na pele como a falta de memória do brasileiro pode ser cruel. O filme de Dimas pretende reparar essa injustiça.

Dividida entre a loucura de seu amor pelo locutor Carlos Frias e a relação possessiva de sua mãe, Dircinha Batista ainda tinha que enfrentar e suportar uma relação tempestuosa com a irmã, Linda Batista.  Sua personalidade frágil não aguentaria essa situação de competição profissional entre ambas por muito tempo. A disputa era abafada pela imprensa que sempre apresentava uma ótima relação entre as irmãs. Dircinha e Carlos Frias tentam por diversas vezes manter o romance complicado, mas as constantes ameaças da mãe fazem com que a relação termine de vez. Cansado da situação e da permanente pressão familiar, Frias decide deixar Dircinha e se casar com uma atriz de teatro. A cantora prossegue em sua carreira, sua popularidade é imensa, mas a felicidade pessoal não existia mais e Dircinha Batista caminha para a autodestruição.

O filme estreará no dia 7 de abril, no Cine Olido, em São Paulo. A atriz e cantora Rosy Aragão representa Dircinha. Carlos Frias é vivido por Marcelo Schmidt. Os Últimos Compassos tem roteiro de Erkah Barbin e Dimas Oliveira Junior.

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Memória Viva conversou com o diretor Dimas Oliveira Junior para saber mais detalhes.

Como surgiu seu interesse pela história de Dircinha Batista?
Conheci Dircinha Batista pessoalmente, em 1987. Antes disso, sempre tive uma grande paixão por ela, como cantora, mesmo podendo dizer que não é uma cantora de minha geração, pois tenho 52 anos hoje, mas Dircinha sempre me emocionou muito. Quando a conheci, já internada e, uma clínica de repouso, consegui ganhar sua amizade e tivemos um bom relacionamento até sua morte.

E quando teve a ideia de fazer o filme?
Nunca me conformei com o quadro que vi naquela clínica. Aquele ídolo abandonado por todos, por amigos, companheiros, público, mídia. Isso sempre me revoltou. E jurei que iria sempre divulgar o nome de Dircinha. Quando conheci a atriz Rosy Aragão, em 2007, vi que tinha encontrado a intérprete ideal para fazer Dircinha. A partir disso, comecei a produção do filme.

Fale um pouco sobre o roteiro.
O filme inicia em 1999, ano da morte da Dircinha, quando o personagem central, o jornalista interpretado por Luiz Araújo, vai buscar respostas da vida de Dircinha Batista junto a ex-companheiros dos anos 50. A partir disso, o filme caminha para 1946, 1950, 1952… sempre com ligações no ano de 1999. O roteiro é de Erikah Barbin, uma excepcional profissional, atriz e drmaturga, que se apaixonou pela ideia do filme. Todo o material de pesquisas, eu forneci a ela. O ator Marcelo Schmidt, que interpreta o grande amor de Dircinha, o locutor Carlos Frias, também colaborou imensamente para cenas do roteiro. Foi um trabalho de paixão de todos os envolvidos. Tive muita dificuldade em gravar certas cenas, principalmente as que mostram Dircinha Batista na clínica de repouso. Por ter vivido aquela situação, foi difícil controlar a emoção.

Rosy Aragão também é cantora. É ela quem canta no filme?
Tomei o cuidado de utilizar os fonogramas originais de Dircinha para não perder a fidelidade histórica. As músicas do filme foram todas remasterizadas para garantir uma boa qualidade.

Você tem uma vasta experiência em documentários para TV. Com o crescente interesse de produções do gênero pela TV, você não pensou em partir para um trabalho desse tipo e atingir um público maior?
Acho que seria uma minissérie fantástica, mas cada vez que precisamos apresentar um trabalho ou um projeto na TV, existe uma canseira muito grande e um descaso maior ainda. Então, decidi por um filme para cinema, pois estou livre para ir a festivais nacionais e internacionais. Nosso plano é mandar o filme legendado para Cannes. Acredito que depois de pronto e exibido, o filme possa ser uma apresentação, um piloto de uma minissérie. Se alguma emissora tiver interesse, encaramos o desafio. Queremos mostrar nosso trabalho, e sobretudo, resgatar a memória nacional. O filme também faz referências importantes à política da época, personalidades artísticas que fizeram parte da Urca e muito mais.

Você tem uma preocupação com a memória e a história. De onde vem isso?
Nasci com o passado em minha vida. Sempre consegui assimilar o passado mais do que o presente. Não sei o que deve ter acontecido, mas para mim é muito natural o passado. Ele é hoje! Tenho uma identificação muito intensa com isso. Tenho dificuldades com o presente. Quando me chamam pra um trabalho atual, tenho que fazer laboratório, conversar com pessoas e conhecer os dias de hoje. Estranho isso.

Algum motivo especial para o lançamento no Cine Olido? Depois, entrará em circuito comercial?
O motivo de ser no Olido é que quando eu estava procurando um local para a estreia, nao tive muita atenção de outros espaços. No Olido, tive uma recepção fantástica. Eles ficaram muito interessados pelo tema do filme. Senti que aconteceu uma reação de amor ao filme. Circuito comercial, somente depois da ronda nos festivais. Pretendemos lançar em DVD até o segundo semestre. A Smart Videos cuidará de toda a parte de distribuição. A data de 7 de abril é devido ao aniversário de Dircinha. Se fosse viva, ela estaria completando 89 anos.

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Veja cenas do making of de Os últimos Compassos.



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A Cronologia dos Quadrinhos

O Jornal da ABI – Associação Brasileira de Imprensa acaba de lançar, em sua edição de número 362, o especial A cronologia dos quadrinhos 2. São 27 páginas dedicadas a elencar o surgimento de personagens, revistas, editoras e fatos marcantes da história da arte sequencial no Brasil e no mundo, entre 1950 e 1977. Os textos são de Otacílio d’Assunção, o Ota, e Francisco Ucha. As outras 19 páginas da edição são dedicadas a uma grande entrevista com Mauricio de Sousa, uma crônica do “pai” da Turma da Mônica e matérias sobre Adolfo Aizen e a Ebal – Editora Brasil-América, Jayme Cortez, Floriano Hermeto (criador da revista O Judoka, que assinava FHAF) e Will Eisner.

Essa iniciativa de estabelecer uma cronologia dos quadrinhos começou em novembro de 2009, na edição 348, quando foi publicada a primeira parte do especial, com textos somente de Ota. A primeira parte vai das pinturas rupestres de 30000 antes de Cristo a 1949. A terceira e última parte  deve sair no segundo semestre deste ano, cobrindo de 1978 a 2011.

Segundo o editor Francisco Ucha, esses exemplares estarão à venda, em breve, na gibiteria Comix e na HQMix Livraria, em São Paulo, e nas lojas da Livraria da Travessa, no Rio de Janeiro. As duas edições também podem ser acessadas via web. Basta clicar nos links a seguir: parte 1 e parte 2.

Bello Horizonte

O Arquivo Público Cidade de Belo Horizonte (APCBH) digitalizou e disponibilizou 50 números da revista Bello Horizonte, publicação semanal que começou a circular na década de 1930. Os exemplares são referentes ao período de setembro de 1933 a dezembro de 1947. A revista mais antiga da coleção da APCBH é a edição de número 3.

A revista Bello Horizonte era publicada na capital mineira e possuía conteúdo literário e noticioso. Trazia ainda contos, humor e reportagens sobre moda.

Clique aqui para acessar os 50 exemplares digitalizados.

História da Televisão Brasileira

O Jornal da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) lançou uma edição especial em homenagem aos 60 anos da televisão no Brasil.  Em suas 60 páginas, há matérias com o militantes da memória da televisão;  umperfil em memória do jornalista Fernando Barbosa Lima; entrevistas com Aguinaldo Silva (autor de telenovelas de sucesso), Léo Batista (apresentador esportivo com 53 anos de profissão) e Sandra Passarinho; a história das pioneiras TV Tupi, Record, Excelsior; e perfis das principais TVs abertas atuais.

Clique aqui para acessar a versão eletrônica da edição.

A Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial, publicou vários livros sobre a história da televisão brasileira. Eles podem ser baixados na íntegra pelos seguintes links:

TV Tupi, de Vida Alves
TV Tupi do Rio de Janeiro, de Luis Sérgio Lima e Silva
Gloria in Excelsior, de Álvaro de Moya
Glória in Excelsior – 2ª edição (revista e ampliada), de Álvaro de Moya
Rede Manchete – Aconteceu virou História, de Elmo Francfort
Av. Paulista, 900 – A História da TV Gazeta, de Elmo Francfort

Farsa da Boa Preguiça

Farsa da Boa Preguiça, primeira peça de Ariano Suassuna montada pelo Teatro Popular do Nordeste em parceria com Hermilo Borba Filho em 1960, ganha montagem itinerante através da parceria de dois grupos de teatro da região; Ser Tão Teatro (PB) e Clowns de Shakespeare (RN).

Juntos, os grupos reúnem uma equipe de mais de vinte profissionais de todo o Brasil, sob a direção da carioca Christina Streva e do paulista Fernando Yamamoto. A estreia nacional foi em 27 de fevereiro. Agora, a trupe segue viagem por sete estados nordestinos, se apresentando em praças públicas de 21 cidades dos estados da Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte.

A comédia é escrita com base em romances e histórias populares do Nordeste. A peça conta a trajetória de Joaquim Simão, um tipo “amarelo” nordestino, cujas proezas são versos, preguiça e mulher. Casado com a apaixonada Nevinha, o poeta é vizinho de Aderaldo Catacão e de sua pseudo-intelectual esposa Clarabela, típicos representantes da burguesia capitalista. Através de diversas reviravoltas e causos, orquestradas por um trio divino, composto por um cristo, um arcanjo e um santo, a trama vai cruzando o destino dos quatro personagens para mostrar que o único e verdadeiro objetivo do trabalho é a preguiça que ele proporciona depois. Enriquecendo a trama, três demônios utilizam vários disfarces e artimanhas para dificultarem os planos do trio.

As apresentações são gratuitas. Veja locais, datas e horários das próximas apresentações:

Natal (RN) – 15 de março, às 19h30, na Praça Augusto Severo (Largo Dom Bosco), em frente ao Teatro Alberto Maranhão
Recife (PE) – 17 de março, às 19h, no Pátio de São Pedro
Limoeiro (PE) – 18 de março, às 20h, na Praça da Bandeira, em frente ao Centro Cultural
Caruaru (PE) – 22 de março, às 20h, no Marco Zero
Maceió (AL) – 20 de março, às 20h, no Espaço Multieventos
Traipu (AL) – 24 de março, às 19h, na Avenida Beira Rio
Arapiraca (AL) – 26 de março, às 17h, Ceci Cunha

Mais informações no site www.sertaoteatro.com.br/farsa